Três policiais militares denunciados no âmbito da Operação Pretorianos por suposta integração ao núcleo de segurança pessoal do contraventor Rogério Andrade foram alvos de mandados de prisão preventiva nesta terça-feira. A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), visa combater o descumprimento reiterado das medidas cautelares da prisão domiciliar impostas pela Justiça.
Histórico da Operação Pretorianos
A primeira fase da Operação Pretorianos foi deflagrada em março de 2024, com o cumprimento de 20 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam 18 policiais militares da ativa e um policial penal, todos apontados como integrantes do grupo chefiado por Rogério Andrade, preso desde outubro de 2024. O Gaeco denunciou à Justiça 31 pessoas pelo crime de organização criminosa. O nome da operação é uma alusão à Guarda Pretoriana, unidade de defesa pessoal dos imperadores romanos na antiguidade.
Descumprimento das Medidas Cautelares
De acordo com o Gaeco, os agentes Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes descumpriram reiteradamente as medidas cautelares impostas pela Justiça. Apesar de beneficiados com a possibilidade de cumprir a prisão cautelar em suas residências, os réus demonstraram evidente desprezo pelas determinações judiciais. Entre as regras violadas estão o recolhimento noturno e a obrigação de permanecer em casa nos finais de semana.
Detalhes das Violações
No caso específico de Carlos Fernando Dias Chaves, foi constatado o descarregamento da tornozeleira eletrônica em pelo menos nove dias. Em uma dessas ocasiões, o aparelho permaneceu desligado por mais de três dias, inviabilizando completamente a fiscalização do cumprimento da medida cautelar. As violações foram monitoradas pelo Gaeco com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar.
Impacto na Ordem Pública
Segundo o Gaeco, as condutas dos três policiais colocaram em risco a ordem pública. A nova operação, que cumpriu mandados de prisão preventiva, reforça o entendimento do Ministério Público de que os réus não reúnem condições de cumprir medidas cautelares alternativas à prisão. A investigação segue em andamento para apurar se outros envolvidos também descumpriram as regras impostas pela Justiça.



