Piloto sem licença causou queda de avião em Boa Vista, aponta Cenipa
Piloto sem licença causou queda de avião em Boa Vista

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu o relatório sobre a queda de um avião que matou um homem e deixou dois feridos próximo ao Lago do Robertinho, na zona Rural de Boa Vista, em 2023. O documento, divulgado nesta segunda-feira (27), apontou que o condutor da aeronave não tinha licença nem habilitação para pilotar.

Acidente em 2023

O acidente ocorreu em 6 de maio de 2023. O servidor público Renato Saraiva Costa, de 42 anos, morreu e dois jovens, que tinham 28 anos na época, ficaram feridos. Renato era um dos passageiros da aeronave. O avião, de construção amadora, tinha capacidade para dois ocupantes, mas três pessoas estavam a bordo. Segundo o relatório, é provável que o terceiro ocupante estivesse em um assento improvisado.

Condutor não habilitado

O relatório foi concluído em abril de 2026 e apontou que o condutor do avião estava com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) vencido desde outubro de 2019. Além disso, ele não possuía experiência para aquele tipo de voo. "Após a checagem das evidências, foi verificado que o condutor não atendia aos requisitos regulamentares, estando, portanto, não qualificado para a realização do voo", cita trecho do documento.

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Dinâmica do acidente

A aeronave havia decolado de um aeródromo não registrado com destino a uma pista próxima ao Lago do Robertinho, que também não era registrada. O objetivo do voo era transportar pessoas, segundo as investigações. Durante a aproximação para a pista, a aeronave colidiu contra o solo e parte da estrutura foi consumida pelo fogo após o impacto. O condutor e um passageiro tiveram ferimentos graves, enquanto o outro passageiro, Renato, morreu. Renato era servidor do Centro de Hemoterapia e Hematologia de Roraima (Hemoraima), localizado em Boa Vista. À época, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), responsável pelo Centro, lamentou a partida do servidor.

Irregularidades na aeronave

A aeronave estava registrada na categoria Privada Experimental (PET), de construção amadora. O Cenipa informou que não foi possível verificar a validade do Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA), documento que comprova as condições de aeronavegabilidade do avião. O relatório concluiu que a falta de habilitação e o CMA vencido contribuíram para o acidente.

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