Pesquisadora alemã morre em queda de avião em MS; piloto não era o previsto
Pesquisadora alemã morre em queda de avião em MS (10.07.2026)

Acidente aéreo em Campo Grande tira a vida de pesquisadora alemã e piloto

O avião que caiu em 3 de julho em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, era pilotado por Henrique Martin de Carvalho, de 42 anos, e não por Emerson Belaus, diretor da Amapil Táxi Aéreo, conforme registrado no plano de voo. A aeronave transportava a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, especialista em tamanduá-bandeira. Ambos morreram no acidente.

Investigações em andamento

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investigam as causas da queda. Segundo relatório preliminar do Cenipa, o avião perdeu o controle durante a subida inicial e caiu logo depois. As causas definitivas só serão divulgadas no relatório final.

A Polícia Civil, por meio do delegado Alexandro Mendes, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), informou que as primeiras testemunhas começaram a ser ouvidas. O caso está sob sigilo, e novos detalhes não serão divulgados. Uma das hipóteses é que o mau tempo e a baixa visibilidade tenham dificultado o voo, levando o piloto a tentar um pouso forçado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Plano de voo e responsabilidades

O plano de voo, documento preenchido antes da decolagem, indicava que a operação seria feita pelas Regras de Voo Visual (VFR), que exigem boa visibilidade. A aeronave decolou do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, com destino a uma fazenda no Pantanal, caindo poucos minutos depois. Na manhã do acidente, pelo menos três voos previstos para o mesmo período foram adiados devido ao mau tempo, segundo informou um responsável pelo aeroporto à TV Morena.

O perito em acidentes aeronáuticos da Associação Brasileira de Segurança de Aviação (Abravoo), Douglas Avedikian, explicou que o plano de voo deve ser atualizado sempre que houver mudanças antes da decolagem. “O plano de voo fornece informações importantes tanto para o gerenciamento do espaço aéreo quanto para orientar as buscas e a investigação, caso ocorra um acidente”, afirmou.

Habilitação do piloto e manifestações

Henrique Martin era habilitado como piloto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2019, com licença de piloto comercial emitida em março de 2021. Sua habilitação para voo por instrumentos (IFRA) tinha validade até março de 2026. No entanto, o plano de voo registrava Emerson Belaus como piloto em comando.

A Amapil Táxi Aéreo, por meio de sua advogada, informou que colabora com as investigações do Cenipa e da Polícia Civil, mas não comentará o caso em respeito às famílias. A Anac afirmou que os dados do plano de voo são sigilosos e que não comenta acidentes antes da conclusão das investigações. A agência destacou que, se forem constatadas informações falsas ou incorretas, responsabilidades administrativas poderão ser apuradas, e o caso pode configurar crime se houver intenção de ocultar a atuação de um piloto sem licença ou habilitação válida.

Corpo da pesquisadora aguarda translado

A TV Morena apurou que o corpo de Lydia Theresia Möcklinghoff permanece em Campo Grande à espera do translado. O Governo de Mato Grosso do Sul informou que, a pedido da família, não divulgará detalhes sobre o processo de liberação do corpo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar