Perseguição e tiroteio na Avenida Brasil deixam cinco mortos, incluindo policial
Perseguição e tiroteio na Avenida Brasil deixam cinco mortos

Na madrugada de quarta-feira, 29, uma perseguição seguida de intensa troca de tiros na Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro, resultou na morte de cinco pessoas: quatro suspeitos e o policial militar Fernando Placido Roberto Rocha, de 38 anos. O confronto envolveu policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e criminosos, e deixou ainda outros feridos, entre eles outro PM, uma pessoa não identificada e dois suspeitos.

Início da ocorrência em Guadalupe

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, a ação teve início no bairro de Guadalupe, quando equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) tentaram abordar dois veículos que haviam saído da comunidade Vila Kennedy e seguiam em direção à Penha. Os ocupantes desobedeceram à ordem de parada, efetuaram disparos contra os policiais e fugiram, dando início a um cerco tático.

Confronto e mortes

Durante a perseguição, os criminosos trocaram tiros com os agentes. O cabo R. Rocha, lotado no BPVE e policial desde 2019, foi atingido e não resistiu aos ferimentos. Em nota, a PM informou: “Infelizmente, um dos policiais, o cabo R. Rocha, não resistiu aos ferimentos. Na ação do BPChq em apoio ao BPVE, quatro suspeitos morreram e dois ficaram feridos, sendo encaminhados ao Hospital Federal de Bonsucesso e ao Hospital Municipal Salgado Filho.” Outro policial militar também foi baleado e uma pessoa não identificada foi atingida na altura da Penha; ambos foram socorridos ao Hospital Estadual Getúlio Vargas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Armas apreendidas

Após o confronto, as forças de segurança apreenderam seis fuzis, três pistolas e uma granada. O armamento indica a alta capacidade de fogo dos criminosos, comuns em ações de grupos armados na região. A PM não divulgou detalhes sobre a identidade dos suspeitos mortos ou feridos.

Policial morto

O cabo Fernando Placido Roberto Rocha ingressou na Corporação em 2019 e estava lotado no BPVE. Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento. A morte do policial reforça a preocupação com a segurança dos agentes que atuam em operações nas vias expressas do Rio, área constante de confrontos.

Feridos e hospitalizações

Os feridos foram encaminhados para três unidades de saúde: o Hospital Estadual Getúlio Vargas, o Hospital Federal de Bonsucesso e o Hospital Municipal Salgado Filho. Não há atualização sobre o estado de saúde dos baleados. A Secretaria de Saúde do Rio não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

Investigação em andamento

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deve investigar as circunstâncias do confronto. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada para apurar se houve excesso por parte dos policiais ou se a ação se deu dentro dos parâmetros legais. A PM afirma que os suspeitos atiraram primeiro.

Atuação do BPVE e BPChq

O Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) é responsável pelo patrulhamento das principais vias do Rio, como a Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela. Já o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) atua em situações de alto risco, como confrontos armados. A integração entre as unidades foi crucial para conter a fuga dos criminosos, que utilizavam dois veículos.

Impacto na segurança pública

O incidente ocorre em meio a debates sobre a violência no Rio de Janeiro. A morte de um policial em serviço acende alerta para os riscos enfrentados diariamente pelos agentes. Em 2024, o estado registrou aumento de confrontos armados, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). A apreensão de seis fuzis indica o poder de fogo das facções que atuam na cidade.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar