Mulher morta a facadas em Ituiutaba; marido é preso por feminicídio
Mulher morta a facadas em Ituiutaba; marido preso

Arlete Aparecida Pereira, de 56 anos, foi morta com oito facadas na manhã de quinta-feira (23), dentro da casa onde morava, no bairro Canaã, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Segundo a Polícia Militar (PM), o principal suspeito do crime é o marido dela, identificado apenas como Vanildo. Ele foi preso em flagrante.

Familiares lembram vítima como mulher tranquila

Familiares descrevem Arlete como uma mulher tranquila, acolhedora e que nunca fazia mal a ninguém. A lembrança que guardam dela contrasta com a cena encontrada na casa onde ela foi assassinada.

Segundo o sobrinho da vítima, Ícaro Gustavo Silva Pereira, a família prefere lembrar de Arlete pelo que ela foi em vida. Ele também afirmou que espera que a Justiça responsabilize o homem. "Ela era gente boa demais, não fazia mal para ninguém. O problema era que ele bebia demais e perturbava minha tia", relembrou Ícaro.

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Ícaro chegou à casa acompanhado do pai e descobriu que a tia havia sido morta. "Quando cheguei aqui com meu pai, vi o corpo dela. Eu não acreditei. Foi muito complicado. Perdi minha única tia."

Irmão desmente boatos e relata violência

O irmão de Arlete, que preferiu não se identificar, também a descreveu como uma mulher tranquila e reservada. Segundo ele, os dois eram muito próximos e mantinham contato frequente. Ele contou ainda que a irmã havia contraído chikungunya recentemente e estava se recuperando quando foi morta.

Ao chegar à casa, o homem encontrou o imóvel cercado por policiais, peritos e equipes da funerária. Segundo ele, foi nesse momento que soube da violência do crime. "Me relataram quando ela já estava morta. Quando cheguei aqui já estavam a polícia, a funerária e a perícia. O perito me disse que ela levou oito facadas".

O irmão de Arlete também desmentiu rumores de que ela teria sido morta por não preparar o almoço. Segundo ele, a informação é falsa e, quando a família chegou à casa, as panelas ainda estavam no fogão.

Histórico de violência doméstica

Enquanto tentam lidar com a perda, os familiares afirmam que querem preservar a memória de Arlete como uma mulher simples, discreta e querida por todos. Segundo a Polícia Civil, Arlete registrou duas ocorrências de violência doméstica contra o marido, em 2018 e 2021. No entanto, não havia medida protetiva em vigor no momento do crime.

Prisão do suspeito

No imóvel, no cruzamento das ruas C4 e C11, os policiais encontraram Vanildo. Ao entrarem na casa, localizaram Arlete morta, sentada no sofá. Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima apresentava ferimentos de faca no pescoço. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a perícia da Polícia Civil foram acionados.

Ainda conforme a PM, Vanildo foi retirado às pressas do local depois que moradores se revoltaram ao saber do crime. O homem não havia sido ouvido na Polícia Civil até a última atualização da reportagem.

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