Wandete Gois da Silva, de 58 anos, morreu após ser atropelada por um caminhão na noite de domingo (2), no km 102 da BR-463, no trevo de Santa Puitã, em Ponta Porã (MS). O principal suspeito é o marido da vítima, de 49 anos, que se apresentou na delegacia acompanhado de advogados e foi preso em flagrante. Testemunhas disseram à polícia que ele havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente, e que o casal participava de um encontro de caminhoneiros nas proximidades do distrito de Santa Puitã.
Dinâmica do acidente
Segundo o boletim de ocorrência, equipes foram acionadas para atender o atropelamento. Quando chegaram ao local, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já preservava a área até a chegada da Polícia Civil e da perícia. O corpo da vítima estava caído sobre a pista, na faixa no sentido Ponta Porã. Durante a perícia, foi encontrado ao lado do corpo um fragmento de plástico que aparentava ser parte do para-lama do veículo envolvido no atropelamento.
Testemunhas relatam consumo de álcool
Duas testemunhas relataram que a vítima estava no encontro de caminhoneiros com o marido. Segundo elas, o casal deixou o evento junto, mas não foi possível confirmar se os dois seguiram no mesmo veículo. Depois disso, ninguém mais viu a vítima. As testemunhas também informaram que o suspeito havia consumido bebida alcoólica e estaria dirigindo o próprio caminhão.
Peça do caminhão levou polícia até o suspeito
Com a suspeita de que o fragmento encontrado no local pudesse ser do caminhão do marido, policiais civis foram até a casa do casal. O caminhão estava estacionado na rua, e os policiais verificaram que o para-lama de uma das rodas do lado esquerdo estava quebrado. A perícia foi chamada novamente e confirmou, após análise técnica, que a peça recolhida na rodovia pertencia ao caminhão conduzido pelo suspeito. Mais tarde, o homem se apresentou na delegacia acompanhado de dois advogados. Por determinação da autoridade policial de plantão, ele foi preso em flagrante e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Investigação em fase inicial
A Polícia Civil informou que as investigações estão em fase inicial, por isso, o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando o condutor está sob a influência de álcool ou de outra substância psicoativa. Até o momento, foi confirmado que autor e vítima eram casados. No entanto, a motivação, a dinâmica do atropelamento e as demais circunstâncias do caso ainda serão apuradas. A polícia continua ouvindo testemunhas, reunindo provas e realizando outras diligências para esclarecer os fatos e definir a responsabilização criminal do suspeito.



