Polícia Civil indicia mulher por ameaça a adolescente em Patos de Minas
Mulher indiciada por ameaça a adolescente em Patos de Minas

Uma mulher foi indiciada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) pelo crime de ameaça depois de ir ao local de trabalho de uma adolescente para confrontá-la por causa do relacionamento amoroso entre a jovem e a filha da suspeita, ambas menores de idade. O caso ocorreu em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.

O crime de ameaça

O crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal, consiste em ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave. A pena prevista é de detenção de um a seis meses, ou multa. No caso em questão, a mulher teria ido até o estabelecimento comercial onde a adolescente trabalha e proferido ameaças, motivada pela desaprovação do relacionamento entre as duas jovens.

Investigação e procedimento policial

De acordo com a PCMG, um boletim de ocorrência foi registrado logo após o episódio. A investigação incluiu a oitiva das pessoas envolvidas e a coleta de outras provas. Ao final, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), instrumento utilizado para infrações de menor potencial ofensivo. A mulher foi indiciada e o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário, que dará continuidade às providências legais.

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Impacto na comunidade

O caso gerou repercussão local, especialmente por envolver menores de idade e questões de orientação sexual. A Polícia Civil reforçou que todas as medidas cabíveis foram adotadas para garantir a segurança da vítima e o devido processo legal. A adolescente, que não teve a identidade revelada, segue sob proteção das autoridades.

Contexto legal

O crime de ameaça é classificado como infração de menor potencial ofensivo, o que explica a lavratura do TCO. Caso a Justiça entenda que houve ameaça, a mulher poderá ser submetida a penas restritivas de direitos, como prestação de serviços à comunidade, ou pagamento de multa. A sentença dependerá das circunstâncias do caso e dos antecedentes da indiciada.

A Polícia Civil de Patos de Minas não divulgou detalhes adicionais sobre a motivação ou o teor das ameaças, mas reiterou que o caso foi tratado com a seriedade necessária. O g1 entrou em contato com a defesa da mulher, que não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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