Uma mulher de 37 anos, presa em Santa Catarina por se passar por uma criança de 12 anos, aplicou golpes semelhantes em pelo menos cinco cidades do Rio Grande do Sul. Amanda Maria Souza Oliveira viveu por mais de um ano na casa de uma família em Joinville, Santa Catarina, usando o nome falso de Gabrielle. Após a repercussão do caso, ela confessou os crimes e teve a prisão convertida em preventiva na última quarta-feira, 3 de julho.
Passagem pelo Rio Grande do Sul
Em depoimento, Amanda revelou sua passagem pelo território gaúcho. Segundo a Polícia Civil, a suspeita passou por Porto Alegre, Cachoeirinha, Caxias do Sul, Pinto Bandeira e Passo Fundo. O plano consistia em se apresentar como uma criança para receber moradia, alimentação e cuidados destinados a menores de idade.
Como o golpe funcionava
De acordo com o delegado André Mocciaro, da Divisão Especial da Criança e do Adolescente do Rio Grande do Sul, ela usava o próprio sistema a seu favor. "A partir do momento que ela se diz vítima de um crime sexual, ela busca atendimento na saúde pública ou em abrigos para conseguir documentos que possam dar subsídios à intenção dela de enganar uma família", afirmou.
Histórico de crimes
Ainda segundo Mocciaro, a suspeita ficou seis meses presa no estado em 2021. Ela respondia por estelionato, falsa identidade e uso de documento falso. No mesmo ano, aos 33 anos, Amanda chegou a ser acolhida em um abrigo destinado a adolescentes em Porto Alegre. A promotora de Justiça Cinara Dutra Braga, que acompanhou o caso, afirma que ela dizia ter 11 anos de idade. Uma perícia foi necessária para confirmar que ela não era criança. "Ela teve uma internação psiquiátrica e lá, com o Instituto Geral de Perícias, se identificou que ela realmente era adulta", relatou a promotora.
Tentativa em 2024
Já em 2024, a mulher tentou aplicar o golpe em Pinto Bandeira, na Serra do Rio Grande do Sul, mas o Conselho Tutelar desconfiou da versão e acionou a polícia. Na ocasião, ela foi autuada por uso de documento falso e liberada.
Situação atual
Amanda é investigada por estelionato e falsa identidade, e segue presa em Joinville. A defesa da suspeita informou que vai pedir um exame de sanidade mental e que aguarda a conclusão da perícia para esclarecer as circunstâncias relacionadas ao caso.



