Menino de 11 anos morre após bolada na cabeça em escola de Bertioga
Menino morre após bolada na cabeça em escola de Bertioga

Um menino de 11 anos morreu após ser atingido por uma bolada na cabeça durante uma atividade escolar em Bertioga, no litoral de São Paulo. A família de Bernardo Augusto Rocha afirma que ele passou mal, teve uma convulsão em sala de aula e foi levado a duas unidades de saúde. Um relatório obtido pelo g1 aponta que houve erro na intubação do menino na Unidade de Especialidades Médicas (Unibem), o que teria agravado seu estado. O caso ocorreu na última quinta-feira (30) e está sob investigação da Polícia Civil e das secretarias municipais de Saúde e Educação.

O que aconteceu com Bernardo

Segundo relatos de testemunhas à família, Bernardo sofreu a bolada na cabeça durante uma atividade física na escola. Após o impacto, ele retornou para a sala de aula e começou a convulsionar. Na ocasião, a professora estava fora da sala, e foram os próprios alunos que acionaram os funcionários, que por sua vez chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Enquanto aguardavam o socorro, os colaboradores da escola decidiram levar Bernardo por conta própria até a Unibem. A família foi avisada por telefone por volta das 16h45, quando uma funcionária informou que o menino estava sendo encaminhado para a unidade. O Samu, ao chegar, assumiu o caso e transferiu o estudante em estado grave para o Hospital de Bertioga, onde a equipe médica tentou reanimá-lo por cerca de 40 minutos. A morte foi constatada às 18h10.

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Erro na intubação e causa da morte

O relatório obtido pelo g1 indica que a intubação realizada na Unibem foi feita de forma incorreta: o tubo orotraqueal foi introduzido no esôfago da criança, em vez da traqueia. Isso teria prejudicado a respiração de Bernardo, contribuindo para a hipóxia, que é a falta de oxigênio nas células e tecidos, apontada como uma das causas da morte.

Os familiares questionam o procedimento e acreditam que a falha agravou o quadro clínico do menino. Eles também pedem acesso às imagens de monitoramento da escola para entender melhor a dinâmica do acidente, tanto a bolada quanto a queda em sala de aula, já que Bernardo teria batido a cabeça no chão ou na carteira durante a convulsão.

Investigação em andamento

O caso foi registrado como morte suspeita, e a Polícia Civil mantém diligências para esclarecer os fatos. As Secretarias Municipais de Saúde e de Educação também apuram as circunstâncias. Em nota, a Prefeitura de Bertioga e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmaram que o caso está em investigação.

“A família pede justiça e esclarecimentos sobre o que aconteceu com Bernardo. Queremos saber se houve negligência e responsabilizar os culpados”, disse um parente, que preferiu não se identificar. A escola ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Impacto e próximos passos

A morte de Bernardo gerou comoção na comunidade escolar e levantou questionamentos sobre a segurança em atividades físicas e o atendimento de emergência em unidades de saúde municipais. A família aguarda os resultados das investigações para tomar as medidas cabíveis.

Enquanto isso, a Polícia Civil deve ouvir testemunhas, analisar as imagens e aguardar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para concluir o inquérito. A Secretaria de Saúde de Bertioga, por sua vez, pode abrir uma sindicância interna para apurar a conduta dos profissionais envolvidos na intubação.

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