Mega-assalto no Paraguai: dois suspeitos presos e buscas continuam
Mega-assalto no Paraguai: dois suspeitos presos e buscas

Dois paraguaios foram presos no Paraguai suspeitos de envolvimento no mega-assalto a bancos e uma casa de câmbio ocorrido na madrugada de terça-feira (16), em Santa Rita, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil. As prisões aconteceram durante operações realizadas pela polícia paraguaia na cidade de Emboscada, na região de Caacupé, próximo à capital Assunção.

Investigação em andamento

Segundo a polícia, os suspeitos foram encontrados durante buscas em residências ligadas à investigação. Além das prisões, os agentes apreenderam celulares e uma mochila que podem ajudar a esclarecer a participação dos detidos no crime. Os materiais foram encaminhados ao Ministério Público paraguaio para análise. Os dois homens permanecem presos enquanto a investigação avança para identificar outros integrantes da quadrilha.

Possível participação de brasileiros

As autoridades paraguaias também investigam a possível participação de brasileiros na ação. Testemunhas relataram ter ouvido integrantes da quadrilha falando português durante o ataque. “São pessoas que atuam no Paraguai, brasileiros junto com paraguaios para realizar esse tipo de ação. Alguns vivem no Paraguai”, afirmou Carlos Alberto Dure Rios, chefe do Comando Tripartite. A polícia também apura uma possível ligação dos suspeitos com organizações criminosas brasileiras.

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Detalhes do ataque

De acordo com as investigações, mais de 20 criminosos participaram do ataque. O grupo utilizou armas de grosso calibre e explosivos para atacar as agências do Banco Familiar e do Banco GNB. Os assaltantes também invadiram uma unidade do Banco Ueno e uma casa de câmbio. Informações apuradas pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, indicam que a imprensa paraguaia considera a ação o segundo maior assalto já registrado no país.

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, a ação foi planejada para dificultar qualquer reação das forças de segurança. Durante o ataque, quatro policiais que realizavam patrulhamento foram cercados pelos criminosos. Um dos agentes teve a arma e um fuzil da corporação roubados. Os outros policiais conseguiram se abrigar e houve troca de tiros.

Fuga e prejuízo

Na fuga, os assaltantes incendiaram veículos em diferentes pontos da cidade e espalharam "miguelitos" — artefatos com pontas metálicas usados para furar pneus — nas principais vias de acesso. Até o momento, as autoridades não divulgaram o valor levado pelo grupo. Segundo Carlos Alberto Dure Rios, o prejuízo é estimado em milhões de guaranis.

A Polícia Nacional do Paraguai emitiu alerta de captura para equipes de Alto Paraná, Caazapá, Caaguazú e Itapúa. Equipes de investigação, criminalística e o Ministério Público paraguaio participam das buscas.

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