Médico é demitido após suposto assédio em UPA de Campinas
Médico demitido por suposto assédio em UPA de Campinas

Médico é demitido após suposto assédio em UPA de Campinas

Um médico de 41 anos foi demitido após ser acusado de assédio contra a mãe de um paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Campo Grande, em Campinas (SP). De acordo com a Polícia Civil, o profissional teria pedido um beijo à mulher após o atendimento. O caso está sendo investigado, e o médico não permanecerá preso.

A vítima, uma jovem de 17 anos que acompanhava o filho de nove meses, que estava doente, prestou depoimento na noite desta quinta-feira (4) na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, juntamente com o médico. A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência.

Reação da Rede Mário Gatti

Segundo a Rede Mário Gatti, o médico era prestador de serviço na unidade. A empresa responsável pela prestação do serviço foi comunicada, e o profissional foi demitido. Em nota, a Rede Mário Gatti afirmou: “A Rede Mário Gatti repudia veementemente qualquer conduta que desrespeite a dignidade, a segurança e a confiança dos usuários da rede pública de saúde. A proteção, o acolhimento e o respeito aos pacientes são princípios inegociáveis nas unidades de atendimento.”

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Relato da vítima

A vítima relatou aos policiais que, ao final da consulta, foi abordada pelo médico de plantão, que fez elogios como “você é muito bonita” e “você tem olhos muito bonitos”. Em seguida, eles se cumprimentaram, e o médico pediu um beijo. A jovem recusou e disse que poderia apenas dar um abraço. Após sair da unidade, ela ligou para familiares, sentindo-se constrangida, e eles chamaram a PM.

Versão do médico

A Polícia Civil informou que o médico confirmou o abraço, mas negou os elogios e o pedido de beijo. Ele alegou que tem um filho menor de idade e que ofereceu o abraço com a intenção de acalmar a mãe. O caso será investigado. O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

A UPA Campo Grande, em Campinas, segue funcionando normalmente. O caso reforça a importância de denunciar situações de assédio em serviços de saúde.

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