O programador Anderson Oliveira, que registrou luzes piscando em uma serra na cidade de Xambioá, norte do Tocantins, decidiu ir até o local para investigar. Após a repercussão das imagens gravadas no fim de maio, ele buscou vestígios físicos, mas afirmou não ter encontrado provas conclusivas do que foi registrado.
Registro das luzes
As imagens foram capturadas na noite de 28 de maio e divulgadas no dia 2 deste mês. O vídeo mostra luzes fortes piscando em uma serra na zona rural da cidade, o que intrigou internautas devido à semelhança com um fenômeno relatado dias antes no Paraná. "Não consegui avistar nada relevante que comprovasse algo, porém eu fiquei em dúvida sobre o local exato", contou o programador após a visita.
Repercussão e investigação
O caso viralizou nas redes sociais, despertando a curiosidade de muitos. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou ao g1 que, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), nenhum objeto foi identificado por radares ou reportado por aeroportos sob a jurisdição do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV) no dia 28 de maio. Segundo o órgão, o controle do espaço aéreo na região ocorreu sem registros de objetos desconhecidos.
Análise de especialista
O pesquisador de fenômenos anômalos Rony Vernet analisou as imagens e destacou que o padrão das luzes em Xambioá é “interessante”, com pontos quase alinhados que apresentam alternância de cor e intensidade. Ele descartou, inicialmente, explicações simples como faróis de carros ou lanternas de acampamento. Segundo o pesquisador, uma investigação mais aprofundada envolveria a coleta de solo e o uso de instrumentos como magnetômetros para medir campos magnéticos no local. "O Tocantins tem histórico de grandes fenômenos. Locais isolados e de natureza preservada costumam ter a presença desses fenômenos, que não se manifestam muito em cidades povoadas", afirmou.
Ação da prefeitura
Quando as imagens foram divulgadas, o prefeito de Xambioá, Mayck Câmara (Republicanos), informou que enviaria uma equipe ao local para apurar o que poderia ter causado o fenômeno. O g1 questionou a prefeitura sobre o resultado da visita e se alguma conclusão havia sido alcançada, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Desafios técnicos
O pesquisador também ressalta que a qualidade de gravações noturnas feitas em celulares dificulta a análise, já que o sensor pequeno gera muito “ruído”. “No foco automático, uma luz distante fica embaçada e parece muito maior do que é. O ideal seria usar o foco manual e ajustar o ISO para ter uma imagem mais nítida e entender se há algum objeto atrás da luz”, orientou Rony.
Anderson também publicou registros da serra para mostrar o local durante o dia, mas até o momento não há conclusões definitivas sobre a origem das luzes.



