A delegada Andrea Levy revelou que a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após saltar de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, sem estar conectada a nenhuma das duas cordas de segurança que deveriam ser instaladas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (15).
Falha na instalação das cordas
Segundo a delegada, os três investigados que permanecem presos afirmaram em interrogatório que eram duas cordas, mas nenhuma foi colocada. Eles não se recordam se deixaram de instalá-las, quem foi o responsável ou quem deixou de fiscalizar. A vítima usava uma cinta fixada no corpo, com o gancho onde as cordas deveriam ser acopladas. O capacete, visível em imagens, também não foi localizado no local.
Socorro prestado por enfermeira
A enfermeira Rayza Gabrieli Dias Delfino, de 26 anos, que saltaria em seguida, prestou socorro à jovem. Em depoimento, ela disse que desceu até Maria Eduarda e encontrou pulsação fraca. Ela iniciou massagem cardíaca, mas a pulsação parou. A enfermeira permaneceu com a vítima até a chegada da ambulância, que tentou usar o desfibrilador sem sucesso.
Rayza filmava a preparação de Maria Eduarda e afirmou que não ouviu a conversa entre os instrutores. Após a queda, ouviu gritos de 'a corda, a corda'.
Responsabilidade pela ponte
A Ponte do Esqueleto pertence a um trecho da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). O governo federal informou que a incorporação à Secretaria de Patrimônio da União foi autorizada em 2026 e que já havia pedido apoio às prefeituras para bloquear o acesso. Em 2024, a ponte foi bloqueada por alguns meses, mas reaberta após discussão na Câmara de Vereadores de Limeira.
A Prefeitura de Limeira afirmou que a responsabilidade pela fiscalização é do governo federal e que já havia cobrado providências. O prefeito Murilo Félix declarou que a omissão federal resultou em mais uma tragédia. O governo federal, por sua vez, pediu esforços conjuntos para evitar o acesso à ponte e coibir atividades ilegais.
Detalhes da tragédia
Um vídeo mostra Maria Eduarda sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma e impulsionada para frente. Após a queda, ouvem-se gritos de 'a corda'. A jovem caiu de 40 metros e teve a morte constatada no local. A corda grossa que deveria segurá-la ficou enrolada no chão da plataforma. Testemunhas afirmam que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez dela. Os três instrutores presos não souberam explicar o erro.



