A Polícia Civil do Pará cumpriu, nesta quarta-feira (3), um mandado de prisão preventiva contra o irmão da cantora paraense Ruthetty, encontrada morta no dia 3 de dezembro de 2025, no bairro da Marambaia, em Belém. A corporação não divulgou o nome do homem, que é policial militar. Ele foi detido no próprio quartel onde atua, na capital paraense.
Investigação sigilosa
Segundo os agentes, as circunstâncias do caso estão sendo apuradas sob sigilo pela Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem). O mandado de prisão foi expedido pela Justiça. Uma irmã da cantora esteve na Defem e afirmou que a própria família não tem acesso a informações sobre o andamento das investigações.
Outro suspeito preso
No dia 30 de abril de 2025, a Polícia Civil já havia prendido em flagrante, por tráfico de drogas, o principal suspeito de matar a cantora. O nome dele também não foi divulgado. O homem foi localizado no distrito de Mosqueiro, em Belém. De acordo com a polícia, equipes receberam informações de que o suspeito, já alvo de investigações há meses, transportava drogas para abastecer pontos de venda de entorpecentes na região.
Os policiais abordaram o suspeito no momento em que ele desembarcava de uma van. Durante a revista pessoal, encontraram em sua mochila uma grande quantidade de substâncias análogas a cocaína e oxi, além de dinheiro em espécie. Após a prisão, pesquisas em bancos de dados revelaram que o homem já era alvo de um disque denúncia pelo assassinato de Ruthetty.
Legado musical
Ruthetty era reconhecida como um dos grandes nomes da música romântica do Pará. Ela imortalizou sucessos como “Viver de Ilusão” e “Amor da Minha Vida, Eterno Amor”, que marcaram gerações e se fixaram na memória afetiva do público. A morte da cantora gerou comoção entre fãs e artistas locais.
O g1 tenta contato com a defesa do irmão preso. A reportagem também busca mais detalhes sobre o andamento do caso. Acompanhe as atualizações.



