A proibição do uso de celulares nas escolas brasileiras está sendo considerada um sucesso, com amplo apoio de pais e professores e resultados positivos no desempenho dos alunos. A medida, que entrou em vigor no início do ano letivo de 2025, já mostra impactos concretos na concentração e na aprendizagem dos estudantes.
Resultados iniciais animadores
Em São Paulo, onde a proibição foi implementada de forma rigorosa, os alunos guardam os celulares em armários durante o período escolar. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, houve uma redução significativa nas distrações em sala de aula e um aumento na participação dos estudantes. “Os professores relatam que os alunos estão mais engajados e que as aulas fluem melhor sem a interferência dos aparelhos”, afirmou o secretário de Educação, em entrevista coletiva.
Dados preliminares indicam que as notas médias dos alunos já subiram 12% nas disciplinas de matemática e português, comparado ao mesmo período do ano anterior. A medida também contribuiu para a diminuição de casos de bullying virtual dentro da escola.
Apoio de pais e professores
Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha mostra que 85% dos pais e 92% dos professores apoiam a proibição. “Meu filho estava sempre distraído com o celular, agora ele chega em casa e conta o que aprendeu. A mudança foi visível”, disse Maria Silva, mãe de um aluno do 9º ano. Para os educadores, a medida devolveu o foco para o conteúdo pedagógico. “Antes, a gente competia com o celular. Agora, temos a atenção plena dos alunos”, comentou o professor Carlos Pereira.
Impacto na saúde mental
Especialistas também apontam benefícios para a saúde mental dos estudantes. A redução do tempo de tela durante o período escolar diminui a ansiedade e melhora a interação social. “As crianças estão conversando mais durante o recreio, fazendo amizades reais, não apenas virtuais”, observou a psicóloga escolar Ana Costa.
Próximos passos
O Ministério da Educação estuda expandir a medida para todo o país, com base nos resultados positivos de estados como São Paulo e Rio de Janeiro. “Estamos avaliando os dados e ouvindo as comunidades escolares para implementar a proibição em nível nacional”, informou o ministro da Educação. A expectativa é que, até 2026, todas as escolas públicas e privadas adotem a regra.



