Investigador morto em Manaus: cinco presos e mais de tonelada de drogas apreendida
Investigador morto em Manaus: cinco presos e tonelada de drogas

O crime e a abordagem

O investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, foi morto a tiros na última sexta-feira (24) durante uma ação policial no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. Luciano fazia uma abordagem a uma picape na rua Álvaro Maia quando um dos ocupantes do veículo atirou contra ele. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança, permitindo que os suspeitos fossem identificados poucas horas depois.

A organização criminosa

De acordo com a Polícia Civil, o grupo era investigado havia cerca de três meses por tráfico internacional de drogas. A organização utilizava rotas fluviais para trazer entorpecentes até Manaus, onde eram armazenados em imóveis monitorados pela polícia. "Foi possível levantar uma rede de traficantes atuando, escoando droga de forma fluvial até a capital amazonense. Aqui, nós já estávamos conseguindo localizar todos os imóveis que eles frequentavam e guardavam os entorpecentes", afirmou o delegado Rodrigo Torres.

As prisões e as funções

Cinco pessoas foram presas por suspeita de integrar a organização criminosa. Rafael Pereira Freitas foi apontado como um dos líderes e autor dos disparos que mataram o investigador. Ele morreu na madrugada de sábado (25) após trocar tiros com policiais durante uma operação em uma comunidade de Itacoatiara, no interior do Amazonas. O delegado Juan Valério informou que as equipes percorreram cerca de 1,5 quilômetro de mata e, depois, avançaram rastejando por aproximadamente 400 metros para evitar serem vistos. O suspeito tentou fugir e atirou contra os policiais, que revidaram. Rafael foi socorrido, mas morreu no hospital do município.

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Mayara Silva da Silva foi presa na noite de sexta-feira; ela estava na caminhonete durante a abordagem que resultou na morte do policial. Em depoimento, afirmou que Rafael foi quem efetuou os disparos. O cabo da Polícia Militar Bruno Everson Pinto dos Santos, apontado como responsável pelo suporte logístico e segurança de Rafael, também foi preso. O comandante-geral da PM, coronel Klinger Paiva, disse: "Ele já estava condenado pela Justiça com a perda da função e do porte de arma. Estava na condição de agregado, não usava farda, foi preso com uma arma particular e um veículo particular." Raimundo dos Santos Castro Neto, que receberia a droga no momento da abordagem, e Mayrilane Silva da Silva, irmã de Mayara, investigada por associação ao tráfico, também foram presos. Uma quinta pessoa, Matheus Lima Assunção, foi encontrada no mesmo condomínio onde Mayara estava, armado, e é apontado como responsável por resgatá-la logo após o assassinato do investigador.

Apreensão de drogas e continuidade das investigações

Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu mais de uma tonelada de drogas em um condomínio de luxo em Manaus. A Justiça revogou a prisão domiciliar de Mayrilane Silva da Silva e decretou sua prisão preventiva, mas ela é considerada foragida. "As investigações vão continuar visando elucidar todos os envolvidos", concluiu o delegado Rodrigo Torres.

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