Prefeito detalha invasão de contas da Saúde em União com prejuízo de R$ 2,2 milhões
Invasão de contas da Saúde em União: prejuízo de R$ 2,2 mi

Golpe cibernético desvia milhões da Saúde em União

O prefeito de União, Gustavo Medeiros (PP), detalhou nesta sexta-feira (24) a invasão das contas bancárias da Secretaria Municipal de Saúde, que resultou em um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 2,2 milhões. O crime ocorreu na quarta-feira (22) e foi descoberto no dia seguinte, após servidores notarem movimentações atípicas.

Segundo Medeiros, os criminosos usaram um golpe de engenharia social: enviaram e-mails para a ouvidoria se passando por técnicos de assistência da Caixa Econômica Federal, solicitando contato com o setor financeiro das secretarias de Saúde e Finanças. Em seguida, os suspeitos, fingindo ser funcionários dessas pastas, orientaram servidores a manterem os computadores ligados para uma suposta atualização de sistemas, momento em que realizaram as transferências indevidas.

14 transações em 1h20: o rastro do desvio

O prefeito informou que foram feitas 14 transações bancárias a partir de cinco contas da pasta da saúde. Em um minuto, duas transferências de R$ 200 mil cada foram realizadas. Em cerca de 20 minutos, sete transações já haviam sido concluídas. Todo o processo de desvio durou uma hora e vinte minutos.

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“Os valores foram transferidos em sequência, de forma vertiginosa. Em menos de meia hora, mais da metade do prejuízo já havia sido consumada”, declarou Medeiros ao g1. O gestor afirmou que a administração municipal está colaborando com as investigações e buscando recuperar os recursos.

Polícia Federal investiga o caso

O g1 procurou a Polícia Federal, que confirmou ter sido comunicada do ocorrido. Um procedimento foi instaurado para verificar a atribuição da PF no caso e apurar os fatos. A investigação está em fase inicial, e não há suspeitos identificados até o momento.

A Prefeitura de União informou que já acionou também a Caixa Econômica Federal e as autoridades competentes para tentar bloquear as transferências e identificar os responsáveis. O caso reforça a necessidade de medidas rigorosas de segurança cibernética em órgãos públicos.

Esta reportagem está em atualização. Novas informações serão acrescentadas conforme o avanço das investigações.

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