Um incêndio em um aquecedor de ar no quarto andar do bloco 29 do condomínio Paiva e Silva, em Varginha (MG), obrigou a retirada de moradores de 16 apartamentos na noite de sábado (18). O edifício foi interditado preventivamente após vistorias do Corpo de Bombeiros e de engenheiros identificarem fissuras e rachaduras que podem indicar comprometimento da estrutura.
Incêndio começou em aquecedor de ar
A cozinheira Cássia Miguel Silva, moradora do apartamento onde o fogo começou, contou que o incêndio teve origem no fio do aquecedor de ar que estava em seu quarto. "A primeira coisa foi o cheiro de queimado. Achei que fosse algum eletrodoméstico da cozinha, mas não tinha nada. Aí ela viu a fumaça preta que já estava invadindo a sala e fomos procurar o que era", disse. Ao chegar ao quarto, ela viu o fogo, que se alastrou rapidamente. "O fio do aquecedor estava em chamas e foi se alastrando pelas cobertas e travesseiro. Em cinco minutos pegou fogo em tudo: cortina, cama, colchão, roupa. Foi muito rápido."
Evacuação e atendimento médico
Quando os bombeiros chegaram, um dos quartos do imóvel já estava tomado pelas chamas. A energia elétrica foi desligada e o bloco foi evacuado preventivamente durante a operação. Uma moradora precisou de atendimento médico após inalar fumaça e foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Risco estrutural e interdição
Após as chamas terem sido controladas, os bombeiros identificaram trincas significativas na estrutura do edifício, tanto na parte interna quanto na fachada, indicando um potencial risco estrutural. O prédio foi interditado preventivamente até a avaliação da Defesa Civil. Os moradores dos apartamentos foram autorizados a entrar de forma controlada apenas para retirar seus pertences. De acordo com a síndica do prédio, a Defesa Civil está fazendo a vistoria do local desde domingo (19). O engenheiro da prefeitura adiantou à reportagem da EPTV, afiliada da Rede Globo, que a estrutura do bloco é resistente.
Moradora desabrigada e abalada
Cássia Miguel Silva, que morava de aluguel, está hospedada na casa da mãe desde o incêndio e recebe ajuda de amigos e familiares, principalmente com doações de roupas. Diabética e hipertensa, a moradora afirmou que ficou muito abalada com o ocorrido. "Liguei para o bombeiro e pediram para desligar a chave geral. Eu desci correndo com a minha filha para desligar toda a rede elétrica. A minha preocupação era tirar a minha filha lá de dentro e sair", relatou.



