O Corpo de Bombeiros ainda trabalha no rescaldo do incêndio em uma fábrica de EVA em Perdigão, no Centro-Oeste de Minas Gerais, nesta quinta-feira (23), mais de 15 horas após a explosão que deu início ao fogo. Três pessoas ficaram gravemente feridas, com queimaduras pelo corpo, e foram socorridas para hospitais de Divinópolis, Pará de Minas e Nova Serrana. O g1 solicitou informações sobre o estado de saúde das vítimas, mas não obteve retorno até a última atualização.
Explosão e incêndio de grandes proporções
A queima do EVA (etileno-vinil-acetato) gerou uma nuvem de fumaça preta e densa, visível a longa distância. Segundo o tenente Gustavo Silva Ferreira, do Corpo de Bombeiros, a grande quantidade de materiais derivados de petróleo, EVA e óleo diesel armazenados aumentou a carga de incêndio e dificultou o controle das chamas. Cinco viaturas foram empenhadas para combater o fogo e evitar que se espalhasse para outras áreas da empresa e imóveis vizinhos.
Vítimas com queimaduras graves
Uma das vítimas é um homem de 27 anos, com queimaduras em cerca de 80% do corpo. Ele foi entubado e transferido em estado gravíssimo para a Sala Vermelha do Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis. Outro homem, de 41 anos, teve 70% do corpo queimado e foi encaminhado em estado grave para a Sala Vermelha do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas. Já um homem de 36 anos, com queimaduras em aproximadamente 30% do corpo, foi levado para a Sala Vermelha do Hospital São José, em Nova Serrana.
Funcionários e prevenção contra incêndio
Os bombeiros informaram que cerca de 50 pessoas trabalhavam na indústria, mas nem todas estavam no local no momento do incêndio devido ao horário de almoço. A empresa possuía um projeto de prevenção contra incêndio analisado e aprovado pelo Corpo de Bombeiros, mas ainda não havia passado pela vistoria necessária para a emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que atesta o cumprimento das medidas de segurança contra incêndio.



