A agência de imigração dos Estados Unidos, conhecida como ICE, anunciou que deixará de divulgar informações sobre mortes de detentos que foram recentemente libertados. A decisão foi tomada após a agência reportar 18 mortes entre pessoas detidas nos primeiros cinco meses de 2026, o que aumentou a pressão sobre o órgão para melhorar o atendimento médico em suas instalações.
Mudança na política de transparência
Desde 2021, o ICE adotou uma política de relatar mortes de detentos até 30 dias após a liberação, com o objetivo de garantir maior responsabilização. No entanto, essa prática agora será revertida. A partir de agora, a agência restringirá a divulgação de óbitos apenas àqueles que ocorrerem durante o período de custódia.
Pressão por melhorias no sistema
Os 18 óbitos registrados nos primeiros meses de 2026 geraram forte reação de organizações de direitos humanos e de familiares das vítimas, que cobram transparência e melhores condições de saúde nos centros de detenção. A decisão de não mais divulgar mortes pós-liberação é vista como um retrocesso por críticos, que argumentam que a medida dificulta o monitoramento da qualidade do atendimento médico prestado.
Protestos contra a violência do ICE ocorreram em Minneapolis, nos Estados Unidos, com manifestantes exigindo o fim das políticas que consideram desumanas. A agência, por sua vez, defende que a mudança visa alinhar suas práticas a padrões de outras agências federais, mas não detalhou os motivos específicos para a reversão.



