Um homem de 44 anos foi detido no último sábado (1º), em um bar no bairro Alto dos Passos, em Juiz de Fora, suspeito de cometer injúria racial, ameaça e agressão física contra três adolescentes de 16 e 17 anos. De acordo com o relato dos adolescentes no Boletim de Ocorrência (BO) registrado pela Polícia Militar, o homem se incomodou com a presença do grupo e começou uma confusão.
Ofensas racistas e ameaças
Em seguida, passou a fazer ameaças e ofensas racistas. As ofensas de teor racista foram direcionadas a um dos menores, que foi chamado de "neguinho" e "macaco". Os garotos disseram também que o homem afirmou ser policial. Pouco depois, voltou atrás e disse que fazia parte do crime organizado e ameaçou matar os jovens.
Em seguida, o homem deu socos em dois dos adolescentes, que reagiram para se defender. Funcionários do bar e o segurança do local entraram no meio para parar as agressões. Como o homem continuou a ameaçar o grupo, os adolescentes saíram de lá e foram para uma lanchonete, de onde chamaram a polícia.
Testemunhas e resistência à prisão
Um garçom do bar disse aos policiais que o homem estava bebendo desde as 16h e passou o tempo todo provocando confusão. Ele chegou a jogar copos e bebidas na direção dos adolescentes. A esposa do homem disse aos policiais que o marido se incomodou com os rapazes, mas afirmou que só viu o momento em que a briga já tinha começado.
Ainda segundo a PM, quando os policiais chegaram, o homem parecia estar embriagado, muito alterado e se recusou a ser revistado. Quando recebeu ordem de prisão, ele reagiu e precisou ser imobilizado e algemado para ser levado para a Delegacia.
Investigação e desdobramentos
A Polícia Civil informou que as investigações do crime vão continuar na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora. Nesta segunda-feira (3), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que o homem não deu entrada no sistema prisional.
O caso gerou comoção na cidade, que já registrou outros episódios de injúria racial. Dados recentes mostram que apenas 25% dos casos de injúria racial em Juiz de Fora chegam à Justiça, o que reforça a importância do registro de boletins de ocorrência e da atuação das autoridades.



