Grupo Dallas nega ligação com ouro apreendido na Bolívia
Grupo Dallas nega ligação com ouro apreendido

O Grupo Dallas, pertencente ao empresário Valdir José Zorzo, emitiu uma nota oficial na qual afirma que o empresário não fretou o jato particular que foi apreendido na Bolívia com 189 kg de ouro, nem autorizou o voo. A carga, avaliada em R$ 127 milhões, foi interceptada por autoridades bolivianas sob suspeita de exportação ilegal, com destino a Dubai.

Segundo o Grupo Dallas, o avião apreendido é de propriedade do empresário, mas não foi fretado por ele para este voo específico. A empresa afirma estar colaborando com as investigações e que repudia qualquer atividade ilegal.

Apreensão de 189 kg de ouro na Bolívia

Autoridades bolivianas apreenderam a carga de ouro em um aeroporto, após suspeitas de que os documentos de exportação estivessem irregulares. O minério, avaliado em R$ 127 milhões, seria enviado para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um dos principais destinos do ouro ilegal na América do Sul.

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A operação foi realizada pela Direção Nacional de Combate ao Contrabando da Bolívia, que identificou inconsistências na documentação apresentada pelo piloto. O caso foi encaminhado ao Ministério Público boliviano para investigação. O piloto, detido, alega que recebeu a carga de um intermediário e desconhecia a irregularidade.

Negativa do Grupo Dallas

Em comunicado, o Grupo Dallas reforçou que Valdir José Zorzo não teve qualquer participação no fretamento do jato ou no planejamento do voo. "Não temos qualquer relação com essa carga", afirmou a empresa. "O empresário é vítima de um uso indevido de sua aeronave."

O grupo também informou que está prestando toda a assistência necessária às autoridades bolivianas e brasileiras para esclarecer os fatos. A empresa espera que os responsáveis pelo transporte ilegal sejam identificados e punidos.

Investigação por contrabando e enriquecimento ilícito

As autoridades bolivianas investigam crimes de contrabando, descaminho e enriquecimento ilícito. A suspeita é de que o ouro tenha sido extraído ilegalmente na região amazônica e tentado ser exportado sem o pagamento de impostos e sem a devida autorização.

A apreensão de 189 kg de ouro é uma das maiores já realizadas na Bolívia nos últimos anos. O país tem intensificado o combate ao contrabando de minérios, especialmente ouro, que alimenta redes de crime organizado e lavagem de dinheiro. O ouro da Amazônia frequentemente segue para Dubai, onde é refinado e vendido legalmente.

Colaboração com as autoridades

O Grupo Dallas afirmou que está à disposição das autoridades para esclarecer todos os detalhes. A empresa também contratou um escritório de advocacia especializado em direito internacional para acompanhar o caso.

O empresário Valdir José Zorzo, conhecido no setor de transporte e logística, nega veementemente qualquer envolvimento com a tentativa de exportação ilegal. Ele se disse surpreso com a apreensão e confiante de que a verdade será apurada. O caso segue sob investigação, e as autoridades brasileiras também foram informadas, podendo a Polícia Federal abrir inquérito para apurar possíveis conexões com crimes no Brasil.

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