Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão nesta terça-feira (28), deixando o shopping Aeon Mall, na cidade de Kashima, em Kumamoto, parcialmente destruído. O complexo, que havia sido reinaugurado há cerca de um mês após dez anos de reconstrução, sofreu uma forte explosão seguida ao tremor, com imagens aéreas mostrando o teto do estabelecimento desabado. Autoridades japonesas relatam mortos, desaparecidos e pessoas sob escombros, enquanto o governo montou uma força-tarefa de emergência.
O que aconteceu no shopping Aeon Mall
O terremoto de magnitude 7,1 ocorrido no sul do Japão foi seguido por uma explosão no interior do shopping Aeon Mall, que já havia sido devastado por um sismo de magnitude 7,3 em 2016, que matou 250 pessoas e feriu mais de 2,7 mil. Após aquele evento, o shopping ficou fechado por cerca de dez anos para reformas e renovações, tendo sido reaberto ao público há aproximadamente um mês. As emissoras japonesas Fuji e TBS informaram que o incidente deixou diversos mortos e feridos, sem especificar números, enquanto a NHK relatou que há de 20 a 30 trabalhadores desaparecidos no local. A polícia de Kumamoto afirmou acreditar que há "um número considerável" de mortos no shopping e que possivelmente há pessoas presas sob os escombros. O corpo de bombeiros de Kumamoto informou que o shopping foi evacuado, mas ainda não foi possível determinar quantas pessoas não conseguiram sair a tempo.
Características do terremoto
Segundo a Agência Meteorológica japonesa (JMA), o epicentro do terremoto foi em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, no sul do país. O tremor teve profundidade de apenas 10 km, considerada muito próxima da superfície, e foi acompanhado de quatro tremores secundários de magnitudes entre 4,4 e 5,6. A intensidade foi tão grande que o tremor foi sentido até na Coreia do Sul, com relatos de pequenos tremores em Incheon, vizinha da capital Seul, segundo a agência sul-coreana Yonhap. Nas cidades menores do Japão, os shoppings da Aeon costumam ser importantes centros de compras e lazer. Após o terremoto de 2016, um supermercado dentro do Aeon vendeu bolinhos de arroz onigiri por apenas 10 ienes (cerca de R$ 0,06) cada, para ajudar os sobreviventes.
Alerta e resposta do governo
O governo japonês estabeleceu uma força-tarefa de emergência para responder aos danos causados pelo terremoto e coordenar o resgate com os governos locais. Alertas emergenciais foram emitidos para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki — todas em Kyushu —, onde milhares de casas ficaram sem energia. A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que as cidades de Uki e Hikawa foram atingidas com "intensidade máxima 7", a maior na escala japonesa. Devido à magnitude e à baixa profundidade, as autoridades japonesas alertaram que há possibilidade de outro grande terremoto atingir o país nos próximos três dias. O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos, localizado no "Anel de Fogo", responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior no mundo.



