Filha é indiciada por maus-tratos após idoso de 88 anos ser resgatado em condições degradantes em Juiz de Fora
Filha indiciada por maus-tratos a idoso de 88 anos em Juiz de Fora

A Polícia Civil de Juiz de Fora concluiu o inquérito que investigava as condições de abandono de um militar aposentado do Exército, de 88 anos, no bairro Quintas das Avenidas. A filha do idoso, de 55 anos, foi indiciada pelo crime de maus-tratos, conforme previsto no Estatuto do Idoso, com pena que pode chegar a 7 anos de prisão.

Resgate e condições degradantes

O idoso foi resgatado no dia 15 de maio, após uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ser acionada. Inicialmente, o chamado foi registrado como "encontro de cadáver", mas os socorristas constataram que a vítima estava viva, embora em estado de extrema vulnerabilidade. De acordo com o boletim de ocorrência, o militar aposentado foi localizado em um quarto fechado, com forte cheiro de urina, deitado sobre um colchão molhado e vestindo uma fralda suja.

Estado de saúde e lesões

O relatório médico detalhou que ele apresentava desidratação profunda e debilidade física, desconforto respiratório, lesões graves no joelho esquerdo e no tórax, além de uma sutura recente na região do rosto. Até esta sexta-feira (5), a vítima seguia internado sob observação no Hospital Geral do Exército, com quadro de saúde estável.

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Declarações da filha

À época, a filha alegou aos policiais militares que a falta de higiene do ambiente decorria de "não ter tido tempo de limpar o cômodo" e argumentou que a rotina familiar era complicada. Ela também declarou que pretendia contratar cuidadores profissionais com o auxílio de um irmão que mora no Rio de Janeiro.

Comportamento hostil e prisão

Durante o atendimento da ocorrência, os policiais relataram comportamento hostil por parte da mulher e de seu marido. Diante do flagrante de negligência, ela chegou a receber voz de prisão no local, mas foi ouvida na delegacia de plantão e liberada para responder em liberdade.

Indiciamento e base legal

O delegado responsável pelo caso, Rodolfo Rolli, explicou que o indiciamento se baseou nas condições de extrema vulnerabilidade e negligência em que o idoso foi encontrado. O crime de maus-tratos está previsto no Estatuto do Idoso e a pena pode chegar a 7 anos de prisão.

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