Feminicídio em Santana: companheiro confessa crime por ciúmes
Feminicídio em Santana: companheiro confessa crime

A jovem Emily Darck Vanzeler Canela, de 22 anos, foi encontrada morta dentro de um carro no último sábado (1º), em Santana, no Amapá. O caso, que inicialmente foi tratado como latrocínio, ganhou novo desdobramento: o companheiro da vítima, Adriano da Silva Pinheiro, de 49 anos, confessou o crime e foi preso em flagrante. A informação foi confirmada pelo delegado Rômulo Viegas, responsável pela investigação.

Confissão por ciúmes

Segundo o delegado, Adriano foi ouvido primeiro como testemunha, mas durante as diligências começou a se contradizer. Em conversa com policiais do Grupo Tático Aéreo (GTA), ele admitiu ter matado Emily por ciúmes. “Ele confessou para os agentes que matou a jovem por ciúme. Com base nisso, e na materialidade do corpo, lavrei o flagrante”, disse Viegas.

Adriano chegou a indicar locais onde teria escondido a arma de fogo, mas até o momento o objeto não foi encontrado. O delegado também revelou que o suspeito deu versões diferentes para a polícia e para familiares, o que levantou suspeitas durante a investigação.

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Detalhes do crime

O corpo de Emily foi localizado com marcas de tiros na divisa entre a Rodovia Duca Serra e o bairro Jardim de Deus, em Santana. Inicialmente, a polícia trabalhava com a hipótese de latrocínio, mas as contradições no depoimento do companheiro mudaram o rumo das apurações.

De acordo com os policiais, não havia histórico de boletins de ocorrência envolvendo o casal e nem registros de medidas protetivas de urgência em favor da vítima. O suspeito segue à disposição da Justiça.

Repercussão e acompanhamento

O caso repercutiu na região e reforça a importância de denunciar situações de violência doméstica. A Polícia Civil do Amapá segue investigando para localizar a arma do crime e esclarecer todos os detalhes. A população pode denunciar casos de violência contra a mulher pelo Ligue 180, que funciona 24 horas.

Emily Darck Vanzeler Canela foi assassinada pelo companheiro no Amapá, e o caso agora é tratado como feminicídio. A Justiça deverá analisar a prisão e os próximos passos do processo.

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