O Ministério Público do Amapá (MP-AP) confirmou nesta segunda-feira (3) que exames comprovaram a contaminação por combustível na água subterrânea da Rodovia Duca Serra, na Zona Oeste de Macapá. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Marcelo Moreira, que conduz a investigação sobre o caso.
Investigação em andamento
O foco da investigação é determinar se o combustível que atingiu o poço artesiano de uma distribuidora de bebidas veio dos tanques de um posto de combustível vizinho e se a poluição chegou à Lagoa dos Índios, um importante corpo d'água da região.
"Já sabemos que o poço está contaminado e essa contaminação é por combustível. A gente tem feito agora um trabalho de levantamento de hipóteses [...] Por exemplo, visitamos hoje a própria empresa de bebidas, as concessionárias de veículos e o posto", disse o promotor.
Mapeamento e risco ambiental
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) foi acionada para identificar o caminho do poluente no solo e fiscalizar as medições internas dos estabelecimentos da área. O promotor explicou que a ANP é essencial para rastrear o fluxo do combustível e confirmar se a contaminação atingiu a Lagoa dos Índios.
"A gente reúne esses documentos e partimos para um outro elemento de constatação que é uma convocação que fizemos, uma requisição da Agência Nacional de Petróleo para conseguir identificar o fluxo desse combustível e dessa contaminação efetiva do poço e, possivelmente, da Lagoa dos Índios", afirmou Moreira.
O promotor ressaltou a gravidade da situação encontrada no local. Se os laudos confirmarem a responsabilidade do posto de combustíveis, o local pode sofrer sanções duras.
"O fato é: hoje temos a constatação lamentável de que há uma efetiva contaminação de águas subterrâneas através desse poço de água, que hoje é um poço com combustível. Nessa hipótese, o posto pode ser interditado, não apenas pelos órgãos ambientais, mas pela via judicial, e responsabilizado na reparação de todo esse dano", alertou.
Orientação aos moradores
O MP-AP orienta que vizinhos que identificarem alteração na água ou cheiro forte entrem em contato com o órgão. "Quem mora perto e já sente o primeiro impacto, que é o cheiro, já deveria, de início, nos procurar no Ministério Público, para a gente consiga ampliar, inclusive, o escopo da investigação", orientou Moreira.
A situação foi descoberta após moradores relatarem água amarelada e odor de diesel. A polícia suspeita que o vazamento tenha origem no posto de combustível vizinho. A investigação segue em andamento para apurar as responsabilidades e dimensionar os danos ambientais.



