Um taxista pirata que atuava principalmente na Zona Sul do Rio de Janeiro foi preso nesta segunda-feira, em Copacabana, acusado de aplicar o conhecido golpe da maquininha. Raphael do Nascimento Abreu, de acordo com policiais da 15ª DP (Gávea), utilizava máquinas de cartão adulteradas para cobrar das vítimas valores muito superiores ao preço real das corridas.
Detalhes da prisão e da investigação
Após confessar os crimes, Abreu foi autuado em flagrante por estelionato, tipificado no artigo 171 do Código Penal. A prisão ocorreu com o apoio da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), vinculada à Prefeitura do Rio. Os agentes da 15ª DP verificaram registros de ocorrência em que vítimas relatavam cobranças indevidas feitas por Abreu.
Os investigadores conseguiram identificar a placa do táxi e constataram que o veículo não possuía cadastro na Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). Com a placa, a Civitas iniciou o monitoramento e o veículo foi abordado em Copacabana. Durante a abordagem, os policiais encontraram a máquina de cartão com o visor adulterado, além de cartões e celulares.
Antecedentes criminais e encaminhamento
De acordo com a Polícia Civil, o falso taxista acumula 19 anotações criminais por crimes semelhantes ao golpe da maquininha. Após as formalidades legais, Abreu foi encaminhado para a Casa de Custódia de Benfica, onde permanece à disposição da Justiça. O golpe da maquininha consiste na adulteração do dispositivo para que o valor cobrado seja muito maior do que o devido, lesando passageiros desavisados.
A ação integrada entre a polícia e a prefeitura demonstra a eficiência no combate a crimes contra o consumidor na capital fluminense. A Secretaria Municipal de Transportes reforça a importância de os passageiros verificarem se o táxi possui registro regular antes de embarcar.



