Operação prende empresários e mira esquema bilionário de lavagem ligado ao jogo do bicho
Empresários presos em operação contra lavagem do jogo do bicho

O Ministério Público e a Polícia Federal deflagraram na manhã desta quinta-feira uma operação que resultou na prisão de empresários investigados por um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho. Segundo as autoridades, o grupo movimentou cerca de R$ 2 bilhões em sete anos, utilizando uma construtora em São José do Rio Preto (SP) para dar aparência lícita aos recursos. Pai e filho, donos da empresa, foram presos durante a ação.

Detalhes da operação

A operação, ainda sem nome oficial divulgado, mobilizou dezenas de policiais federais e promotores. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, incluindo residências, escritórios e a sede da construtora. As investigações, que duraram mais de dois anos, revelaram uma complexa rede de transações financeiras e empresas de fachada usadas para ocultar a origem do dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal, os valores obtidos com a exploração do jogo do bicho eram inseridos no fluxo financeiro da construtora, misturando-se a receitas legítimas de obras e serviços. A empresa emitia notas fiscais frias e contratos fictícios para justificar os depósitos. Além disso, os investigados utilizavam laranjas para movimentar os recursos em contas bancárias distintas.

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A construtora e a lavagem

O jogo do bicho é uma contravenção penal tradicional no Brasil, que movimenta grandes quantias de forma clandestina. Para ocultar a origem ilícita, os investigados criaram uma estrutura empresarial que operava em paralelo. A construtora, que atuava em obras públicas e privadas na região de São José do Rio Preto, era a principal ferramenta de lavagem, segundo o Ministério Público.

Os recursos eram pulverizados em múltiplas contas e investidos em imóveis e veículos de luxo. Parte do dinheiro também alimentava o custeio do próprio esquema do jogo do bicho, como pagamento de funcionários e compra de equipamentos. A expectativa das autoridades é que, com a documentação apreendida, seja possível quantificar exatamente o valor movimentado e rastrear outros envolvidos.

Próximos passos da investigação

Os empresários presos foram encaminhados para a cadeia pública e responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e contravenção de jogo do bicho. A Justiça também determinou o sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e valores em contas bancárias. As investigações continuam para identificar outros participantes do esquema.

A Polícia Federal e o Ministério Público reforçam que a operação é mais um passo no enfrentamento ao crime organizado e à lavagem de dinheiro no país. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos canais oficiais. A sociedade espera que a ação contribua para desarticular redes criminosas que há décadas exploram o jogo do bicho e desviam recursos da economia formal.

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