Empresária detalha agressões do marido cirurgião plástico em Ribeirão Preto
Uma empresária de 34 anos, que preferiu não ser identificada, revelou os detalhes das agressões que sofreu do marido, o cirurgião plástico Tiago Woyciechowsky, durante o último fim de semana em Ribeirão Preto (SP). Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, ela contou que foi empurrada e caiu de cabeça no chão após confrontá-lo sobre uma suposta traição.
"Ele me empurrou e eu caí de cabeça no chão da sala. Ele começou a puxar pelas minhas pernas", relatou a vítima. Segundo o boletim de ocorrência, a empresária acionou as autoridades por telefone, foi hospitalizada e submetida a exames que descartaram lesões cerebrais. Tiago também foi atendido com ferimentos, mas foi preso em flagrante e preventivamente, embora tenha obtido liberdade provisória posteriormente.
O advogado do cirurgião alegou legítima defesa e mencionou que o casal possui um relacionamento conturbado, incluindo um caso anterior de agressão no qual a mulher é investigada. A briga ocorreu no sábado (6), no bairro City Ribeirão. A empresária, que também trabalha como instrumentadora ao lado do marido, afirmou que as agressões começaram pela manhã, quando ele a puxou pelos cabelos.
"As agressões maiores começaram dia 6 de manhã. Ele começou a me xingar, me empurrar, puxar meus cabelos. Aí eu fui para o quarto para não discutir. Aí ele foi lá no quarto e começou a me puxar pelos cabelos. Consegui fugir e me tranquei no banheiro e liguei para a polícia", detalhou. Após prestar queixa, ela retornou para casa para pegar seus pertences e foi nesse momento que as agressões mais graves ocorreram.
No boletim de ocorrência, a empresária mencionou ter sido esganada e que bateu a cabeça no chão após ser empurrada. "Começou com provocação, com xingamento. Ele ficou bravo porque eu o confrontei por ele estar tendo um caso. Esse caso ele está tendo desde o ano passado e eu tinha descoberto ali esses dias. Aí eu confrontei, ele ficou bravo. A gente já teve outras brigas por questões de ciúmes e tudo mais. Mas para mim, essa briga foi bem marcante", desabafou.
De acordo com relatos da Guarda Civil Metropolitana (GCM), o local ficou tomado por sangue da vítima. "Eu não conseguia me levantar, porque eu estava com muita dor", concluiu a empresária.



