Guerra no céu: drones lançam explosivos e ferem moradores no Rio
Drones lançam explosivos e ferem moradores no Rio

A disputa por territórios no Rio de Janeiro ganhou uma nova e perigosa dimensão: a guerra no céu. Drones equipados com explosivos têm sido usados em ataques que já feriram moradores. Em apenas cinco meses, ao menos sete explosivos foram lançados por esses equipamentos, de acordo com a Polícia Civil.

A escalada dos ataques com drones

Os ataques não são isolados. A Polícia Civil registrou uma série de incidentes envolvendo drones armados, que se tornaram ferramentas de guerra entre facções rivais. Os equipamentos são adaptados para carregar explosivos e são lançados sobre áreas controladas por grupos adversários, colocando em risco a população civil que vive nessas regiões.

O levantamento aponta que, nos últimos cinco meses, pelo menos sete explosivos foram lançados por drones. As informações são da Coordenadoria de Operações com Aeronaves não Tripuladas (Coant), unidade recém-criada pela Polícia Civil para combater essa nova modalidade criminosa.

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Resposta das autoridades

Diante da ameaça crescente, a Polícia Civil criou a Coant, que já opera com drones próprios para monitorar e combater os ataques. A unidade é equipada com tecnologia de ponta e tem como objetivo identificar e neutralizar os drones utilizados por criminosos.

“A criação da Coant é uma resposta direta à utilização de drones em ataques. Estamos investindo em capacitação e equipamentos para enfrentar essa nova realidade”, afirmou um porta-voz da Polícia Civil.

Impacto na população civil

Os ataques têm causado pânico e medo entre os moradores das áreas afetadas. Relatos indicam que explosivos lançados por drones já feriram pessoas que estavam em suas casas ou nas ruas. A situação é agravada pela dificuldade de se proteger contra ataques que vêm do ar, sem aviso prévio.

Especialistas em segurança pública alertam para o risco de escalada do conflito. “O uso de drones com explosivos é uma evolução preocupante no crime organizado. As autoridades precisam agir rapidamente para evitar que essa prática se espalhe”, disse um analista de segurança ouvido pela reportagem.

Medidas de prevenção e combate

A Polícia Civil intensificou as operações para localizar e prender os responsáveis pelos ataques. Além disso, a Coant está desenvolvendo técnicas para interceptar drones hostis, incluindo o uso de sistemas de guerra eletrônica e drones de interceptação.

As investigações também buscam identificar os fabricantes e fornecedores dos explosivos utilizados. A polícia acredita que os ataques são coordenados por lideranças de facções que disputam o controle de territórios na cidade.

Recomendações para a população

As autoridades orientam os moradores a reportarem imediatamente qualquer atividade suspeita envolvendo drones. Em caso de ataque, a recomendação é procurar abrigo em local seguro e acionar a polícia pelo 190.

A Coant disponibilizou um canal de denúncias específico para informações sobre drones armados. A colaboração da população é essencial para desarticular as operações criminosas e garantir a segurança nas comunidades.

A guerra no céu é um reflexo da violência que atinge o Rio de Janeiro, mas também é um desafio para as autoridades, que precisam se adaptar rapidamente às novas táticas do crime organizado.

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