Na madrugada deste sábado (1º), o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) foi alvo de um lançamento de arma por drone. Uma aeronave não tripulada deixou cair um pacote dentro do presídio com uma pistola. O material foi apreendido pelos policiais penais, que localizaram também um carregador sem munições. De acordo com a polícia, a ação foi registrada pelas câmeras de videomonitoramento e pela Divisão de Operações com Drones (DEOD).
Espaço aéreo é o principal ponto de vulnerabilidade
O episódio reacende o alerta para a vulnerabilidade do espaço aéreo nas unidades prisionais. A polícia aponta que esse é o principal ponto frágil da segurança do presídio. As autoridades afirmam que facções criminosas usam tecnologia para tentar driblar a fiscalização e realizar entregas de materiais ilícitos por cima dos muros.
Drones de pequeno porte conseguem sobrevoar as unidades e lançar pacotes em pátios ou áreas de circulação. Em muitos casos, o material é recolhido por detentos em segundos, o que dificulta a ação dos agentes. A administração penitenciária tem buscado formas de ampliar o monitoramento aéreo e coibir esse tipo de prática.
O Iapen realiza operações constantes de fiscalização e segurança para tentar conter essas ações. As rondas rotineiras e o trabalho das equipes de inteligência são considerados fundamentais para impedir que os objetos cheguem aos presos.
Casos recentes de tentativa de entrada de ilícitos
Esta não é a primeira vez que o sistema prisional do Amapá registra tentativas de ingresso de materiais proibidos. No início do mês passado, na ala masculina do presídio, um preso que voltava do trabalho externo tentou entrar com 600 gramas de drogas escondidas na roupa. Segundo o Iapen, a droga foi localizada durante a revista de segurança.
Além disso, na Penitenciária Masculina, uma visitante foi presa em flagrante ao tentar levar entorpecentes escondidos nas costuras da roupa. Esses casos mostram a diversidade de métodos usados para abastecer o sistema prisional, que vão desde o contato direto até o uso de aeronaves não tripuladas.
Tecnologia a serviço do crime
O uso de drones no crime organizado não se limita ao sistema prisional. As facções têm adaptado o equipamento para fazer entregas rápidas e difíceis de rastrear. No caso do Amapá, a pistola foi lançada em uma madrugada, período em que o movimento é menor, mas o monitoramento registrou a ação.
A DEOD, unidade especializada no combate a esse tipo de ocorrência, atuou no registro e na apreensão do material. A Polícia Penal reforça que as operações de fiscalização são intensificadas em diferentes horários e que os agentes recebem orientação para prevenir o ingresso de ilícitos.
Medidas de reforço no presídio
Diante da recorrência desses episódios, o Iapen afirma que mantém o planejamento de segurança em constante atualização. As operações de fiscalização são realizadas de forma periódica, e as equipes utilizam equipamentos de videomonitoramento e drones para ampliar a capacidade de vigilância.
A apreensão da pistola nesta madrugada demonstra a importância do monitoramento contínuo, mesmo durante a madrugada. As autoridades não informaram se houve suspeitos identificados ou se a aeronave foi localizada. O caso segue sob análise da administração penitenciária, que deve reforçar as rondas e a vigilância aérea para evitar novas tentativas.



