O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou neste sábado, 1º, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) são "adversários da população brasileira". A declaração foi dada a jornalistas após a convenção estadual do partido em Santa Catarina, que oficializou a candidatura do ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues ao governo catarinense, em Florianópolis.
Indagado sobre qual dos dois considera seu maior adversário na disputa eleitoral, Caiado criticou ambos. "Os dois mais rejeitados do País são exatamente o Lula e o Flávio. Então, você não pode ter um país com eleição de rejeitados", afirmou em entrevista coletiva.
Ataque aos adversários
Caiado disse que os dois se digladiam em torno dos mesmos interesses pessoais e pela "vaidade do poder", deixando o povo brasileiro em segundo plano. "Hoje o Brasil não pode ter candidatos que um fica brigando com o outro pela mesma causa, o mesmo interesse pessoal, pela vaidade do poder e o povo brasileiro deixado em segundo patamar", prosseguiu.
"Os dois são grandes adversários da população brasileira. Um já governou por cinco mandatos (seu partido), o outro já governou. E por que é que não deram conta de resolver?", completou. A referência a "cinco mandatos" é uma alusão ao tempo em que o PT esteve à frente do Executivo federal, enquanto Flávio Bolsonaro representa a continuidade do bolsonarismo no parlamento.
Críticas à polarização
O ex-governador de Goiás também ironizou o fato de Lula e Flávio terem sinalizado que não pretendem participar de debates eleitorais. Ele os chamou de "fujões". "O que eu tenho a apresentar não é contra um nem contra outro, é mostrar um caminho outro para o Brasil. Sair dessa vinculação de um com o outro, que nunca foi um traço da política nacional, isso foi criado nesses últimos anos", declarou.
Para Caiado, a disputa entre PT e PL se tornou uma "briga burra" que fomenta o ódio e desvia o foco dos problemas concretos da população. "O que é o programa do PSD? É realmente sair dessa discussão estéril, inútil, em que um se alimenta do outro e não fazem nada", afirmou.
Desordem institucional
Na avaliação do presidenciável, o país vive um quadro de "desordem institucional", no qual o cidadão não acredita no Supremo Tribunal Federal (STF), no Congresso Nacional e nem no presidente da República. Ele defendeu que o PSD apresente uma alternativa para superar essa crise de confiança, com foco em temas práticos.
"Sair dessa discussão estéril, inútil, em que um se alimenta do outro e não fazem nada", repetiu, enfatizando que a legenda pretende oferecer um "caminho outro" para o Brasil, distante da polarização que marcou os últimos ciclos eleitorais.
Convenção em Santa Catarina
A declaração de Caiado ocorreu durante a convenção estadual do PSD em Florianópolis, que também serviu para oficializar a candidatura de João Rodrigues ao governo catarinense. O ex-prefeito de Chapecó lidera a chapa do partido no estado, em um movimento de fortalecimento da legenda para o pleito.
O evento contou com a presença de lideranças políticas locais e nacionais, reforçando a estratégia do PSD de ampliar sua influência no Sul do país. Caiado, que é ex-governador de Goiás, tem usado agendas regionais para consolidar sua pré-candidatura e apresentar suas propostas.
Com o discurso de renovação, o presidenciável busca se posicionar como uma terceira via em um cenário dominado pela polarização entre petistas e bolsonaristas. Ele critica a lógica de "um se alimentar do outro" e defende um debate mais objetivo sobre gestão, segurança e desenvolvimento econômico.



