Os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciaram uma greve nesta terça-feira, 4, afetando diretamente a operação de várias linhas na região metropolitana de São Paulo. A paralisação, que ocorre após o fim do prazo legal para o dissídio, levou a Justiça a determinar uma multa diária e a manutenção de um contingente mínimo de trabalhadores para garantir parte dos serviços.
Linhas afetadas e funcionamento parcial
De acordo com a CPTM, as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operam com restrições, com intervalos maiores entre os trens e algumas estações fechadas. A Linha 9-Esmeralda, que é operada pela ViaMobilidade, não foi afetada pela greve. A companhia recomenda que os passageiros busquem alternativas como Metrô e ônibus, e informa que equipes de contingência estão atuando para minimizar os transtornos.
A Justiça do Trabalho determinou que a CPTM mantenha, no mínimo, 80% dos funcionários em horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 200 mil. A decisão atende a um pedido da companhia, que buscava garantir a prestação do serviço essencial.
Motivos da greve e negociações
O Sindicato dos Ferroviários de São Paulo (Sindfer) alega que a categoria não recebe reajuste salarial há dois anos e que a empresa não apresentou proposta concreta para o dissídio de 2025. A entidade também reivindica melhores condições de trabalho e a revogação de mudanças no plano de carreira. Em nota, o sindicato afirmou que a greve é uma medida extrema, mas necessária diante da falta de diálogo.
Por outro lado, a CPTM informou, em comunicado, que está aberta ao diálogo e que apresentou uma proposta de reajuste de 3% e a manutenção de benefícios, mas que a categoria não aceitou. A empresa também destacou que a greve é considerada abusiva pela Justiça, que já havia determinado a manutenção de 100% do efetivo em dias de jogos e eventos especiais.
Impacto para os passageiros e orientações
A greve ocorre em um dia útil, o que deve impactar milhares de passageiros que dependem do trem para ir ao trabalho ou à escola. A CPTM estima que, em dias normais, cerca de 2,8 milhões de passageiros utilizem o sistema. Com a paralisação, a expectativa é de superlotação nos ônibus e no Metrô, que devem operar com capacidade máxima.
Para minimizar os efeitos, a Prefeitura de São Paulo anunciou a ampliação da frota de ônibus em 10% e a operação de corredores exclusivos. Já o Metrô informou que vai reforçar a segurança e a orientação aos usuários. A recomendação é que os passageiros planejem viagens alternativas e evitem horários de pico, se possível.
Próximos passos e negociação
A greve não tem prazo para terminar, e novas negociações estão previstas para esta quarta-feira, 5, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O Sindfer afirmou que está disposto a dialogar, mas que a categoria continua mobilizada até que haja uma proposta que atenda às reivindicações. A CPTM, por sua vez, reiterou que cumprirá a decisão judicial e que buscará uma solução negociada.
Enquanto isso, os passageiros devem acompanhar os canais oficiais da CPTM para informações em tempo real sobre o funcionamento das linhas. A companhia também disponibilizou um número de telefone para dúvidas e sugestões.



