Coronel da PM preso por desacato é solto após decisão da Justiça
Coronel preso por desacato é solto pela Justiça

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu, nesta segunda-feira (8), liberdade provisória ao coronel da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais José Eufrasio Barreto. Ele havia sido preso em flagrante na madrugada de domingo (7) por desacato, desobediência e dano ao patrimônio público. Para responder ao processo em liberdade, o militar deverá comparecer à Justiça quando convocado e não poderá deixar a comarca sem autorização prévia. A reportagem tentou contato com a defesa de Barreto, mas não recebeu resposta até a última atualização deste texto.

Desacato e prisão

Imagens da câmera corporal de um dos guardas registraram o momento em que o coronel grita e questiona a autoridade dos agentes. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi abordado após os guardas suspeitarem de uma situação de violência contra a esposa. Câmeras de monitoramento registraram uma discussão entre o casal dentro da caminhonete. De acordo com o relato dos agentes, a mulher teria tentado sair do veículo em movimento, momento em que o coronel a puxou de forma brusca.

Quando os guardas chegaram, o coronel passou a gritar e se recusou a atender às ordens dos agentes. "Me identificar para quem? Você é quem para me identificar?", disse. Em seguida, um dos guardas questionou o motivo da exaltação. O coronel respondeu de forma ríspida, com um palavrão, e voltou a contestar a autoridade dos agentes da Guarda Municipal. "Vocês são o que na ordem do dia? Vocês são uns chuta-pombos de praça", afirmou. Em outro momento, Barreto deu um soco na viatura da Guarda Municipal, amassando o capô do veículo. Segundo a ocorrência, ele também tentou deixar o local com a caminhonete, mas foi impedido pelos agentes. Aos gritos, exigiu que os guardas acionassem um coronel da Polícia Militar ou até mesmo o prefeito.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Prisão em flagrante

Segundo o boletim de ocorrência, os guardas acionaram uma equipe da Polícia Militar, mas o coronel da reserva continuou sem atender às ordens. Em seguida, ele foi levado para a delegacia, onde o delegado de plantão determinou a prisão pelos três crimes. Barreto ficou em uma cela separada no Plantão Policial de Sumaré. Ele não foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, porque a unidade não recebe militares de outros estados.

Posicionamentos

Em nota, a Polícia Militar de Minas Gerais informou que o caso envolve um policial aposentado e que, por se tratar de um crime comum, a investigação ficará a cargo da Polícia Judiciária. A Prefeitura de Hortolândia afirmou o suspeito foi encaminhado à delegacia para apuração dos crimes de agressão, desobediência e dano ao patrimônio público.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar