Três da Máfia Azul condenados por morte de torcedor do Atlético
Condenação de três da Máfia Azul por morte de torcedor

Três integrantes da torcida organizada Máfia Azul foram condenados, na noite desta quarta-feira (29), pelo Tribunal do Júri de Belo Horizonte pela morte do torcedor atleticano Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos, e pelas tentativas de homicídio contra outras nove vítimas durante uma emboscada a um ônibus de torcedores do Atlético, em 2021, na Região do Barreiro. Riquelme Enderson Ribeiro da Silva recebeu a pena de 48 anos e 6 meses de prisão. Luiz Gustavo da Silva Veloso foi condenado a 24 anos, e Pedro Henrique Coimbra Braga, a 20 anos de reclusão.

Anulação de julgamentos anteriores

Os três acusados voltaram ao banco dos réus após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anular as condenações dos julgamentos anteriores por reconhecer irregularidades processuais. O quarto denunciado será julgado em outra data, após a defesa alegar problemas de saúde e pedir o adiamento da sessão. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o ataque foi planejado e pediu a condenação dos acusados, enquanto as defesas apresentaram suas teses aos jurados.

Detalhes da emboscada

Segundo a denúncia, o ônibus que transportava torcedores do Atlético foi cercado e atacado com paus, barras de ferro, bombas caseiras, fogos de artifício e coquetéis molotov. O veículo da linha 6350 ficou completamente destruído. Matheus de Freitas Ferreira sofreu graves ferimentos e morreu dois dias depois. Outras nove pessoas ficaram feridas, algumas gravemente. Entre os passageiros estavam integrantes da Galoucura e outros torcedores do Atlético.

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Relembre o caso

O ataque ocorreu na noite de 28 de novembro de 2021, após a partida entre Atlético e Fluminense, no Mineirão. Segundo as investigações, um ônibus que transportava torcedores atleticanos foi cercado na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, por integrantes da torcida organizada Máfia Azul. O grupo usou paus, barras de ferro, fogos de artifício, bombas caseiras e coquetéis molotov. O Ministério Público denunciou os envolvidos por homicídio qualificado, tentativas de homicídio e associação criminosa. Os réus chegaram a ser condenados em julgamentos anteriores, mas o TJMG anulou as decisões por irregularidades processuais, determinando a realização de um novo Tribunal do Júri.

Penas e repercussão

As condenações somam 92 anos e 6 meses de prisão para os três réus. A sentença foi recebida com comoção por familiares da vítima, que acompanharam o julgamento. A Justiça ainda irá definir a data do julgamento do quarto denunciado. O caso ressalta a violência entre torcidas organizadas no futebol brasileiro e a necessidade de medidas mais rigorosas de segurança em eventos esportivos.

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