Homem condenado a 54 anos por matar companheira a facadas em Salvador
Condenado a 54 anos por feminicídio em Salvador

Um homem identificado como Gilmar Correia da Silva foi condenado a 54 anos de prisão pelo assassinato da companheira a facadas, em Salvador. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (3), no Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana.

Detalhes do crime

Lindiane Rufino Soares foi morta por Gilmar em um apartamento na Estrada do Mandu, bairro de São Marcos, no dia 5 de janeiro de 2025. De acordo com a família da vítima, o casal estava em conflito após uma discussão durante um passeio dias antes do feminicídio. O laudo necroscópico apontou que o corpo apresentava perfurações causadas por 44 golpes de faca em diferentes órgãos, conforme informou o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA).

Confissão e julgamento

O réu, suboficial da Marinha Mercante, confessou o crime durante o julgamento. Ele e a vítima mantinham um relacionamento de 19 anos e tinham uma filha de 10 anos à época do crime. Segundo o TJBA, o debate entre acusação e defesa concentrou-se em convencer os sete jurados sobre a existência de causas para aumento de pena. Os jurados decidiram que o crime foi cometido no contexto de violência doméstica e familiar, caracterizando feminicídio, e reconheceram duas causas de aumento: meio cruel e recurso que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima. Além disso, o juiz considerou como agravante o motivo torpe, alegado pelo Ministério Público.

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Relembre o caso

De acordo com Felipe Soares, irmão de Lindiane, Gilmar Correia, que trabalhava embarcado, pediu uma folga ao chefe com a desculpa de resolver problemas pessoais. No dia 31 de dezembro, o casal passou o réveillon junto, mas no dia 1º de janeiro houve uma discussão por ciúmes. Após conseguir a folga, o suspeito ligou para a companheira pedindo uma chance para conversar. O pedido foi aceito. Felipe relatou que Gilmar mandou a filha de 10 anos para a casa da irmã mais velha e passou a tarde com Lindiane, já planejando o crime. A vítima chegou a preparar almoço e lanche para a reconciliação. Felipe afirmou que Gilmar bebeu bastante álcool e usou drogas, além de ter dado bebida e drogado a irmã dele. “A única coisa que eu quero é justiça. Esse homem tem que ficar preso e pagar pelo crime que cometeu. É um monstro”, lamentou.

Tentativa de fuga

Após o crime, Gilmar Correia chamou um carro por aplicativo e tentou fugir. No entanto, o motorista, ao chegar e perceber que ele estava com a roupa ensanguentada, recusou a viagem. “Ele puxou a faca que matou minha irmã e tentou esfaquear o uber. Como ele já tinha colocado o cinto de segurança, teve dificuldades e o uber conseguiu fugir com a chave”, contou Felipe. O suspeito foi preso por uma policial militar que estava fora de serviço e passava pelo local, próximo ao Barradão, estádio do Vitória. Ela pediu a prisão ao vê-lo sujo de sangue, correndo e falando palavras desconexas. Equipes da Polícia Militar foram ao local, mas já encontraram Lidiane Rufino morta.

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