A concessionária Arteris Intervias formalizou um pedido à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para instalar novos radares em um trecho da Rodovia Comendador Virgolino de Oliveira (SP-352), em Itapira (SP). A solicitação ocorre após duas tragédias que vitimaram recém-casados e, uma semana depois, o primo da noiva.
Acidentes fatais na SP-352
No dia 21 de abril, Paola Talhatelli, de 18 anos, e Mathias Ambrosini, de 20, perderam a vida em um acidente na rodovia. Sete dias depois, em 28 de abril, Ronaldo Aparecido Vidal, de 50 anos, primo de Paola, também morreu em uma colisão no mesmo local. As mortes chocaram a cidade de Itapira e região.
Situação atual da rodovia
Atualmente, a SP-352 conta com apenas dois radares fixos em operação, localizados nos quilômetros 174 (sentido Jacutinga) e 175 (sentido Itapira). A Intervias informou que o pedido de novos equipamentos será analisado pela Artesp até o fim de 2026. Além disso, a concessionária desenvolve projetos para duplicar 16 quilômetros da estrada, visando melhorar a segurança.
Cobrança da família
Taiara Talhatelli, mãe de Paola, criticou a falta de radares e o excesso de velocidade. Em entrevista, ela afirmou que motoristas, especialmente caminhoneiros, aproveitam descidas para acelerar acima do limite. “É conhecida como a ‘rodovia da morte’ aqui em Itapira”, disse. A família também perdeu o avô de Paola em um acidente na mesma pista há 24 anos.
Comoção e luto
As mortes abalaram amigos e parentes. O casal foi velado e enterrado junto no dia 23 de abril, no Cemitério Parque Municipal da Paz. Ronaldo foi sepultado no Cemitério da Saudade. Nas redes sociais, a comoção gerou mensagens de pesar. A família busca forças na fé evangélica para enfrentar as perdas.



