Autor da chacina no cinema de SP em 1999 frequenta shopping em Salvador
Chacina em cinema: autor frequenta shopping em Salvador

Liberdade de Mateus da Costa Meira gera temor em Salvador

Mateus da Costa Meira, autor da chacina ocorrida em 1999 em um cinema de São Paulo, foi solto em 2024 e passou a frequentar o Shopping Barra, em Salvador. Sua presença tem causado receio entre comerciantes e frequentadores do local.

O massacre de 1999

Em 3 de novembro de 1999, Mateus da Costa Meira, então com 24 anos, invadiu uma sala de cinema no Shopping Morumbi, na zona sul de São Paulo, e abriu fogo contra os espectadores. O ataque resultou na morte de três pessoas e deixou várias feridas. Ele foi preso em flagrante e posteriormente considerado inimputável pela Justiça, por sofrer de transtorno mental.

Soltura e retorno às ruas

Após 25 anos de internação, Mateus foi liberado em 2024, sob a condição de tratamento ambulatorial. Desde então, ele reside em Salvador e tem sido visto com frequência no Shopping Barra, um centro comercial movimentado da capital baiana. A situação gerou desconforto entre lojistas e clientes, que temem pela segurança.

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“Ele fica andando pelos corredores, olhando as lojas. A gente fica com medo, porque não sabemos o que pode passar na cabeça dele”, relatou um vendedor que preferiu não se identificar. “A segurança do shopping deveria fazer alguma coisa, mas parece que não podem impedir a entrada dele.”

Especialistas alertam para periculosidade

Psiquiatras forenses ouvidos pela reportagem destacam que, embora considerado inimputável, o histórico de violência e a falta de empatia de Mateus indicam potencial risco à sociedade. “Ele tem capacidade de manipulação e não demonstra arrependimento. A soltura pode ser prematura”, afirmou um especialista.

A decisão judicial que concedeu a liberdade contrasta com outros casos de criminosos que permanecem internados por representarem perigo iminente. A Defensoria Pública da Bahia, responsável pelo acompanhamento do caso, não se manifestou até o fechamento desta edição.

Reações e medidas de segurança

O Shopping Barra informou, por meio de nota, que “respeita as decisões judiciais e não pode impedir a circulação de pessoas com base em suposições”. A administração afirmou ainda que mantém equipe de segurança treinada para qualquer eventualidade.

Clientes do shopping criaram grupos em redes sociais para compartilhar informações sobre a presença de Mateus e alertar uns aos outros. “Não é justo que a gente tenha que conviver com esse risco”, desabafou uma frequentadora.

A situação reacende o debate sobre a reintegração de pessoas consideradas inimputáveis e os limites entre o direito à liberdade e a proteção da sociedade.

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