O Vasco da Gama garantiu a classificação ao vencer o Independiente Medellín por 1 a 0, em São Januário, com gol de Thiago Mendes. O volante, que começou como primeiro volante e depois voltou à sua posição natural, foi o autor do gol que selou a vaga. A partida marcou o retorno de Paulo Henrique à equipe titular, que deu a assistência para o gol.
Atuação sólida do sistema defensivo
O goleiro Léo Jardim foi um mero espectador durante boa parte do jogo, já que o Independiente Medellín não finalizou nenhuma vez em direção ao gol. Ele saiu bem do gol e não cometeu erros nos passes e lançamentos quando exigido. Sua nota foi 6,0 tanto do GE quanto do público.
Na zaga, Carlos Cuesta teve atuação segura, antecipando-se e detendo as tentativas de ataques rápidos do adversário pelo chão, recebendo nota 6,0. Robert Renan, que saiu no segundo tempo com dores musculares, confundiu-se na marcação de Córdoba no único lance de perigo do primeiro tempo, mas no geral foi sólido (nota 5,5). Já Saldivia, bastante pressionado pela torcida desde o início, errou um passe simples em seu primeiro lance e logo depois deu uma furada incrível dentro da área. Tentou jogar simples no restante da partida, mas o Vasco perdeu capacidade no jogo aéreo após sua entrada (nota 3,5).
Laterais: altos e baixos
Paulo Henrique, em sua volta ao time titular, teve lampejos da sua melhor versão. Deu duas arrancadas do campo de defesa até o sistema ofensivo que geraram faltas perigosas e arrancaram aplausos da torcida. Deu a assistência para Thiago Mendes em ultrapassagem na linha de fundo. Sua atuação foi animadora, com nota 7,5.
Lucas Piton, por outro lado, foi facilmente anulado pela defesa adversária. Tentou sempre os mesmos movimentos: tabela com Nuno Moreira e cruzamento na diagonal, sendo substituído sob vaias (nota 4,0). Cuiabano, que o substituiu, teve atuação regular, sem comprometer, melhorando o setor (nota 5,5).
Meio-campo: Thiago Mendes brilha
Thiago Mendes começou como primeiro volante, distribuindo o jogo com lançamentos. Fez um corte providencial no início do segundo tempo para evitar um gol de Mantilla. Com as substituições, voltou à sua posição natural e marcou o gol da classificação ao aparecer na área. Recebeu nota 8,0.
Adson foi o responsável pelo chute que geraria um pênalti para o Vasco, mas o lance foi anulado por mão de Jair na origem. Errou praticamente todas as decisões, principalmente nos contra-ataques, mas apareceu bem ao tocar para Paulo Henrique no lance do gol. Nota 5,0.
Ramon Rique teve mais uma atuação positiva. Começou mal, mas melhorou e criou a melhor chance do Vasco no primeiro tempo, roubando a bola e tocando para Nuno Moreira desperdiçar na pequena área. Tentou duas finalizações, mas faltou força (nota 6,0). Jair levou cartão amarelo e colocou a mão na bola na origem de uma jogada que terminaria em pênalti anulado. Foi importante para manter a posse de bola na reta final (nota 5,5).
Nuno Moreira desperdiçou a melhor chance do Vasco no primeiro tempo ao tentar limpar os marcadores duas vezes dentro da pequena área, saindo sem nada. Jogo para esquecer (nota 4,0). Tchê Tchê teve atuação sólida, dando passes no meio-campo e ajudando na marcação, saindo no início do segundo tempo (nota 6,0).
Ataque e comando técnico
Spinelli levou cartão amarelo em falta desnecessária com dois minutos e desperdiçou boa chance no início do segundo tempo com finalização torta. Mais uma atuação ruim (nota 3,5). Brenner entrou bem, melhorou a capacidade de passe do Vasco e fez boa abertura para Adson no lance do gol. Perdeu boa chance em jogada anulada por impedimento (nota 6,5). Andrés Gómez, quase sempre com marcação dobrada, teve atuação abaixo do seu nível, tomando decisões erradas e errando um chute sozinho na entrada da área (nota 5,0).
O técnico Pedro Emanuel fez diversas mudanças no time titular. O Vasco ainda tem dificuldade para finalizar e criar, mas foi um time seguro na defesa, com Léo Jardim não sendo exigido. Sua nota foi 5,5.



