A Justiça Militar realiza, nesta terça-feira (30), a primeira audiência de instrução dos crimes atribuídos aos cinco policiais militares suspeitos de integrar um grupo de extermínio envolvido em pelo menos seis homicídios relacionados a um esquema de agiotagem em São José do Rio Preto (SP). A audiência começou às 14h30 e, ao longo da tarde, devem ser ouvidas testemunhas e vítimas, conforme o Tribunal de Justiça Militar.
Acusados e crimes
Os acusados são o soldado Luis Guilherme Silva Pavani e os sargentos Saint Clair Soares, os irmãos Rafael Soares e Alan Victor Soares, e Carlos Henrique da Cruz Candido. Eles respondem por extorsão e organização criminosa. Atualmente, os cinco estão presos preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo (SP), desde 2025.
Investigação da Corregedoria
As apurações foram conduzidas pela Corregedoria da Polícia Militar e indicam que o grupo atuou, entre setembro e dezembro de 2023, como “assassinos de aluguel”, com funções específicas na organização criminosa, desde a concessão de empréstimos até a cobrança dos valores. O esquema de agiotagem teria motivado pelo menos seis homicídios.
Jurisdição dos homicídios
O Tribunal de Justiça Militar esclareceu que os crimes de homicídio são analisados e julgados pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), não pela esfera militar. O g1 não conseguiu contato com os advogados de defesa dos acusados para comentar o caso.
Contexto e desdobramentos
A audiência de instrução é um passo crucial no processo, onde são ouvidas testemunhas e colhidas provas. A expectativa é que a Justiça Militar avance na apuração dos crimes de extorsão e organização criminosa, enquanto os homicídios seguem sob investigação da Justiça comum.



