Afegão preso na Grécia por matar britânica que falava de cristianismo
Afegão preso na Grécia por matar britânica por causa de religião

Um afegão de 26 anos foi preso em Atenas, na Grécia, acusado de matar uma britânica que insistia em falar sobre cristianismo com ele. A vítima, Elisabeth-Jane Ross, de 38 anos, foi encontrada dentro de uma mala em um prédio abandonado na capital grega no mês passado. O suspeito, cuja identidade não foi revelada, foi detido na última quinta-feira, 30 de agosto, e enfrenta acusações de homicídio doloso, roubo e porte ilegal de armas.

Circunstâncias da morte

Segundo a polícia local, o suspeito confessou à esposa, que era amiga de Elisabeth-Jane, que a matou porque ela insistia em falar sobre suas crenças cristãs. O jornal grego "Protothema" informou que a britânica estava tentando influenciar religiosamente o muçulmano. O crime teria ocorrido após uma discussão sobre religião, e o corpo foi colocado em uma mala e transportado para um edifício abandonado.

Uso do cartão de crédito e mensagens falsas

O detido usou o cartão de crédito da vítima, sacando 9 mil euros (cerca de R$ 53 mil) da conta dela em seis dias. Inicialmente, o afegão alegou ter encontrado Elisabeth-Jane morta e ter colocado o corpo numa mala para tirar vantagem do cartão de crédito dela. Além disso, os gastos fariam com que as pessoas pensassem que Elisabeth ainda estivesse viva. O celular de Elisabeth-Jane foi usado para enviar mensagens e enganar os parentes até que a sua identidade fosse revelada, em 29 de julho.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação da família

O pai da vítima, um advogado de Edimburgo, na Escócia, disse ter recebido mensagens de texto por até duas semanas após a morte dela. As mensagens enviadas para familiares e amigos afirmavam que ela precisava de um tempo para si mesma e queria ficar sozinha. Uma publicação no Facebook anunciando que ela viajaria para a Turquia foi feita em 24 de julho, seis dias após o seu corpo ter sido encontrado, segundo o "Daily Mail". Elisabeth-Jane havia chegado à capital grega em um voo vindo de Edimburgo em 26 de junho.

Detalhes da investigação

George Kalliakmanis, presidente do Sindicato dos Policiais de Attica, região administrativa onde está situada Atenas, explicou: "[O suspeito] e a sua esposa trabalhavam como faxineiros no prédio onde Elisabeth morava. Ele supostamente a matou, pegou seu cartão bancário e colocou o corpo em uma mala ou caixa. Em seguida, transportou-a até o prédio abandonado usando um carrinho. Ao chegar lá, ele percebeu que a mala que havia usado provavelmente continha suas impressões digitais, então transferiu o corpo para uma segunda mala, tentando ser mais cuidadoso para evitar deixar marcas".

Possível causa da morte

A polícia encontrou uma réplica de pistola e uma faca durante uma busca na casa do suspeito, que fica a dez minutos a pé do quarteirão abandonado onde o corpo de Elisabeth-Jane foi encontrado. De acordo com a investigação, há uma possibilidade de Elisabeth-Jane ter morrido sufocada dentro da mala, já que não havia ferimentos visíveis no seu corpo, segundo uma fonte ligada ao caso disse ao jornal "The Sun".

Contexto e impacto

O caso gerou comoção na Grã-Bretanha e na Grécia, levantando questões sobre a liberdade religiosa e a violência motivada por crenças. As autoridades gregas continuam investigando o caso, enquanto a família de Elisabeth-Jane busca justiça. O suspeito permanece detido e aguarda julgamento.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar