O advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, foi encontrado morto em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani, em Mogi Mirim (SP), no domingo (2). A Polícia Civil confirmou a identidade da vítima, que apresentava sinais de violência. Na mesma região, um carro completamente queimado também foi localizado, o que intensifica as suspeitas de crime.
Desaparecimento e localização do corpo
De acordo com a Guarda Municipal, o corpo foi achado em uma via rural, e a vítima tinha marcas de agressão. Um dia depois, a família registrou boletim de ocorrência informando que Lucas havia saído de casa no sábado (1º) e não retornou. A distância entre o local do achado e a residência do advogado não foi divulgada.
Lucas tinha deficiência física e usava recursos de mobilidade, o que pode ter influenciado as circunstâncias do crime. A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta nenhuma hipótese.
Trajetória acadêmica e profissional
Lucas era formado em Direito pela PUC-Campinas, mestre em Direitos Humanos pela USP e cursava doutorado na mesma instituição. Em seu perfil profissional, ele afirmava ter experiência em empresas privadas e pesquisa acadêmica focada em direitos humanos e cooperação jurídica internacional.
Entre as experiências listadas, estavam cargos na Ambev, onde atuava como especialista jurídico e de relações corporativas, além de passagens pela BYD Brasil, Tribunal de Justiça de São Paulo, Tribunal Regional Eleitoral e escritórios de advocacia.
Atuação na Casa da Criança Paralítica
Lucas também era diretor-secretário da Casa da Criança Paralítica de Campinas, instituição que atende pessoas com deficiência. Em nota, a organização lamentou a morte: "É com profundo pesar que soubemos do falecimento de Lucas Silva Lopes, ex-paciente e Diretor-Secretário da Casa da Criança Paralítica. Lucas integrou a diretoria da instituição entre 2023 e o início de 2026, contribuindo de forma significativa para nossa missão. Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviviam com Lucas".
Lucas tinha paralisia cerebral, condição que ele próprio mencionava em suas redes sociais, e se identificava como pessoa com deficiência. Sua trajetória inspirava outras pessoas na mesma condição.
Investigação em andamento
A Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias da morte. O caso foi registrado e as diligências seguem em andamento. A comunidade jurídica e entidades de direitos humanos manifestaram pesar nas redes sociais.
Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou motivação do crime. A perícia deve indicar a causa exata da morte, e novas testemunhas estão sendo ouvidas.



