A advogada criminalista Gabriela Serafin, conhecida nas redes sociais por compartilhar sua rotina como defensora criminalista para mais de 32 mil seguidores, foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A informação foi divulgada pelo órgão nesta quarta-feira, 10 de julho. Ela encontra-se foragida.
Apontada como uma das lideranças de uma organização criminosa de Florianópolis, Gabriela foi indiciada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. A mulher foi um dos alvos da Operação Quebra de Comando, realizada pela Polícia Civil em março, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas na região da Tapera, em Florianópolis. Ela possui um mandado de prisão temporária ativo desde 13 de abril.
Em nota, a defesa de Gabriela informou que não se manifestará, pois o caso está sob sigilo. O processo encontra-se em análise pelo Poder Judiciário, na Vara Estadual de Organizações Criminosas. O MPSC não divulgou por quais crimes específicos ela foi denunciada.
A advogada costumava compartilhar bastidores dos processos nas redes sociais e ganhou popularidade, principalmente pela linguagem coloquial utilizada em seus vídeos. Em um dos registros, ela falava sobre uma cliente que havia sido presa após tentar levar drogas de Florianópolis para Paris. “A guria ia embarcar para Paris com um quilo de cocaína dentro do tênis. Eu cheguei na Polícia Federal para acompanhar esse flagrante. Foi presa no aeroporto de Florianópolis com passagem para a França. Vocês acham que a guria ia levar pouca droga? Pô, se vocês vissem o tamanho do pé dela, ela estava com aqueles tênis, sabe? Branco, pagodeiro”, narrou.
Operações resultaram em prisões e apreensões
A operação foi realizada após aproximadamente um ano de investigação. As apurações permitiram o mapeamento de pontos de venda de drogas, identificação de operadores do tráfico, intermediadores e responsáveis pela logística criminosa no local. Durante a operação, realizada em 12 de março, foram cumpridos 17 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão expedidos. Na ocasião, 15 pessoas foram presas, mas a advogada não foi encontrada. Também foram lavrados dois autos de prisão em flagrante. Drogas foram apreendidas.
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