Um novo estudo publicado na revista científica The American Journal of Preventive Medicine revela que o consumo de alimentos ultraprocessados pode estar ligado a até um terço das mortes e dos casos de doenças cardiovasculares em todo o mundo. A pesquisa, apresentada no Congresso Internacional de Obesidade 2026, analisou dados de diversos países e aponta para uma correlação alarmante entre a dieta moderna e a saúde do coração.
Impacto no Canadá e no mundo
No Canadá, por exemplo, estima-se que 25% das mortes anuais por doenças cardiovasculares sejam atribuíveis ao consumo de ultraprocessados. Isso representa milhares de vidas que poderiam ser poupadas com mudanças na alimentação. A pesquisadora principal, Dra. Maria Oliveira, afirmou: “Os números são impressionantes e mostram que a redução no consumo desses alimentos poderia ter um impacto significativo na saúde pública”.
Redução de 50% no consumo evitaria milhares de casos
O estudo também modelou cenários de redução no consumo de ultraprocessados. De acordo com os autores, uma diminuição de 50% no consumo poderia evitar milhares de novos casos de doenças cardiovasculares e mortes anualmente. “Medidas como a implementação de impostos sobre bebidas açucaradas, como já feito no México, são exemplos de intervenções eficazes que poderiam ser adotadas por outros países”, destacou a Dra. Oliveira.
O que são alimentos ultraprocessados?
Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas principalmente de substâncias extraídas de alimentos, como gorduras, amidos, açúcares e proteínas, além de aditivos como corantes, aromatizantes e conservantes. Exemplos comuns incluem refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, salsichas e refeições congeladas. Esses produtos são pobres em nutrientes e ricos em calorias, açúcar, gordura e sódio.
Conclusão e recomendações
Os autores do estudo recomendam que governos adotem políticas públicas para desestimular o consumo de ultraprocessados, como campanhas de conscientização, rotulagem nutricional clara e tributação. A pesquisa reforça a necessidade de uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados para a prevenção de doenças cardiovasculares.



