O governo de São Paulo confirmou na terça-feira (30) mais dois casos de sarampo no estado, elevando para sete o total de ocorrências em 2026. As novas infecções foram registradas na capital paulista, em região próxima a Guarulhos. Em 2025, foram apenas dois casos.
Perfil dos novos pacientes e contexto
Os pacientes são uma mulher de 20 anos, mãe de um dos bebês diagnosticados com sarampo na semana passada, e uma criança de 6 meses. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ambos não tinham histórico de vacinação. Na semana passada, a pasta já havia confirmado outros três casos da doença, todos em bebês entre 6 meses e 1 ano, também na capital.
As ocorrências seguem sendo investigadas em conjunto com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e o Ministério da Saúde para identificar a origem da infecção.
Medida de proteção: dose zero para bebês
Desde a última quinta-feira (25), o estado recomenda a aplicação da chamada "dose zero" da vacina tríplice viral em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo e Guarulhos. A medida é considerada uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Segundo a diretora do CVE, Tatiana Lang, a confirmação dos novos casos reforça a importância de manter a vacinação em dia. "A dose zero é uma estratégia para proteger os bebês que ainda não têm idade para receber a primeira dose do calendário regular", explicou.
Cobertura vacinal e orientações
Atualmente, a cobertura da primeira dose da vacina contra o sarampo no estado é de 85,32%, enquanto a da segunda dose está em 72,06%, de acordo com a Secretaria da Saúde. A pasta orienta que moradores procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e atualizar a imunização, se necessário.
Pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses da vacina tríplice viral; quem tem entre 30 e 59 anos deve comprovar uma dose. Trabalhadores da saúde também precisam de duas doses, independentemente da idade.



