Ciguatera: lista de peixes seguros é divulgada no RN após aumento de 60,2% nos casos
Peixes seguros contra ciguatera no RN após alta de 60,2%

A Vigilância Sanitária de Natal divulgou uma lista com espécies de peixes consideradas de menor risco para intoxicação por ciguatera, após o aumento expressivo de casos no Rio Grande do Norte. Até 11 de junho deste ano, foram registradas 141 ocorrências, um crescimento de 60,2% em relação a todo o ano de 2024, quando houve 88 casos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

O que é a ciguatera

A ciguatera é uma intoxicação causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas. De acordo com a Sesap, a substância é invisível, não altera a cor, o sabor ou o cheiro do pescado e permanece ativa mesmo após cozimento, congelamento ou salga.

Peixes de maior risco

A Sesap orienta evitar o consumo de espécies mais associadas aos casos registrados no estado: bicuda (barracuda), arabaiana, dourado, cioba, pescada branca, galo do alto, pargo e sirigado (robalo). A bicuda é responsável por 45,13% dos casos confirmados de ciguatera no Rio Grande do Norte.

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Peixes considerados mais seguros

A lista de peixes de menor risco inclui tilápia, curimatã, atum, cavalinha, arenque e manjuba. A Sesap também recomenda retirar a cabeça, as vísceras e os ovos dos peixes, partes onde pode haver maior concentração da toxina.

Números da intoxicação

Desde 2022, o Rio Grande do Norte notificou 259 casos de ciguatera, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos registrados. Desse total, 113 casos foram confirmados, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O levantamento da Sesap mostra que 64% das intoxicações ocorreram após o consumo do pescado em casa, enquanto 36% foram relacionadas a refeições em restaurantes ou outros estabelecimentos comerciais.

Natal concentra 52,21% das notificações do estado. Na sequência aparecem os municípios de Touros, Ceará-Mirim, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz. As mulheres representam 59,3% dos registros, e a faixa etária mais atingida é a de adultos entre 20 e 59 anos, que responde por 61,95% dos casos.

Sintomas

Os sintomas podem surgir entre poucos minutos e 48 horas após o consumo do peixe contaminado. Os principais incluem diarreia; náuseas e vômitos; coceira intensa; dormência na boca, mãos e pés; dores no corpo; e inversão térmica, quando o quente é percebido como frio e vice-versa. Em casos mais graves, podem ocorrer queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.

O que fazer em caso de suspeita

A Vigilância Sanitária orienta procurar atendimento médico imediatamente, informar o consumo de peixe nas últimas 48 horas, guardar sobras do pescado para análise e comunicar o caso ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

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