A amizade, antes considerada apenas um fator de bem-estar emocional, agora é reconhecida pela medicina como um determinante de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou uma Comissão sobre Conexão Social, destacando a ausência de laços afetivos como uma questão de saúde pública.
Amizade como fator de longevidade
Estudos científicos demonstram que amizades de qualidade estão associadas à redução do risco de depressão e ao aumento da longevidade. A ciência reforça que o vínculo genuíno é essencial para a saúde, superando a mera convivência social.
Segundo Arthur Guerra, colunista de saúde, a amizade entrou na conta da medicina como um elemento protetor. A OMS passou a tratar a solidão e o isolamento social como problemas de saúde pública, equiparando-os a outros fatores de risco.
Impactos na saúde física e mental
Pesquisas indicam que pessoas com redes de amizade sólidas têm menor probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, hipertensão e declínio cognitivo. Além disso, a amizade contribui para a regulação do estresse e fortalece o sistema imunológico.
A Comissão sobre Conexão Social da OMS visa promover políticas que incentivem a criação e manutenção de laços sociais. A recomendação é que governos e comunidades invistam em espaços e atividades que favoreçam a interação humana.



