O Núcleo de Assessoria Técnica em Saúde (NatJus) emitiu parecer favorável ao uso do Olaparibe em 70% dos casos analisados, conforme levantamento divulgado nesta quarta-feira. O medicamento é indicado para pacientes com câncer de ovário avançado e mutação BRCA.
Análise dos pareceres
Dos 50 pareceres emitidos pelo NatJus, 35 foram favoráveis ao uso do Olaparibe, representando 70% do total. Os demais 30% apontaram restrições ou contraindicações, principalmente relacionadas a custo-efetividade e falhas terapêuticas prévias.
Segundo a coordenadora do NatJus, Maria Silva, "os dados mostram que o Olaparibe tem benefício clínico significativo para a maioria das pacientes com mutação BRCA, o que justifica a aprovação na maioria dos casos".
Impacto no acesso
A aprovação majoritária pode facilitar a incorporação do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o Olaparibe é fornecido por via judicial, com custo médio de R$ 15 mil por mês por paciente. A decisão do NatJus serve como referência técnica para juízes e gestores de saúde.
Especialistas estimam que cerca de 2 mil pacientes com câncer de ovário avançado poderiam se beneficiar anualmente com a aprovação. "É um passo importante para a medicina baseada em evidências no Brasil", afirmou o oncologista Carlos Pereira.
Próximos passos
O NatJus deve consolidar os pareceres em um relatório técnico até o final do mês, que será encaminhado ao Ministério da Saúde. A expectativa é que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) avalie o medicamento para inclusão no SUS nos próximos meses.



