Um homem de 37 anos morreu na terça-feira (14) no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), em Jundiaí (SP), vítima de intoxicação por metanol. Ele estava internado desde o dia 3 de outubro.
Segundo a família, a vítima havia ingerido bebida alcoólica antes de apresentar os sintomas. O velório e o sepultamento ocorreram no Cemitério Parque dos Ipês, em Jundiaí, na quarta-feira (15).
A prefeitura informou que seis casos suspeitos de consumo de bebida adulterada foram descartados até o momento. A Vigilância Sanitária municipal realiza fiscalizações em bares, adegas e distribuidores de bebidas, em parceria com a Regional de Vigilância Sanitária do Estado.
O metanol é uma substância tóxica e inflamável, de difícil identificação, que pode causar náusea, tontura, convulsões, cegueira e morte. Os sintomas costumam aparecer entre 10 e 12 horas após a ingestão, mas podem surgir em até 48 horas. A mortalidade pode superar 50% se o diagnóstico e o tratamento não forem rápidos.
A médica intensivista Patrícia Mello, presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, explica que, com socorro rápido, a mortalidade cai para menos de 10%. Sintomas iniciais incluem náusea, tontura e convulsões; em casos graves, o paciente pode entrar em coma rapidamente.



