Fertilidade no Brasil atinge recorde negativo, aponta IBGE
Fertilidade no Brasil atinge recorde negativo, aponta IBGE

O Brasil registrou a menor taxa de fecundidade da história, com 1,6 filho por mulher, segundo dados do Censo Demográfico de 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice está abaixo do nível de reposição populacional, de 2,1 filhos por mulher, necessário para manter a população estável.

A taxa brasileira é inferior à de países como Nigéria (4,6), França (1,8) e Estados Unidos (1,7), mas superior à de Argentina (1,5), Chile (1,3) e Itália (1,2). Em 1960, o índice era de 6,3 filhos por mulher, caindo para 4,4 nos anos 1980, 2,4 em 2000 e agora 1,6.

Regionalmente, o Sudeste apresentou a menor taxa (1,41), seguido pelo Sul (1,50), Centro-Oeste (1,64), Nordeste (1,60) e Norte (1,89). Entre grupos sociais, mulheres indígenas têm a maior média (2,8 filhos), enquanto brancas têm 1,4 e amarelas, 1,2. A fecundidade também cai com o aumento da escolaridade: mulheres com ensino superior têm 1,2 filho, ante até 2 entre as de menor escolaridade.

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A idade média das mães ao ter filhos subiu para 28,1 anos em 2022, ante 26,3 em 2000. O grupo etário com maior taxa de fecundidade passou de 20-24 anos (2010) para 25-29 anos (2022). Houve aumento da fecundidade entre mulheres acima de 30 anos e redução entre as com menos de 24 anos.

A proporção de mulheres entre 50 e 59 anos sem filhos subiu de 10% em 2000 para 16% em 2022, refletindo a postergação da maternidade e a redução do desejo de ser mãe, segundo o IBGE.

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